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Fenprof acredita que adesão obrigará Governo a ouvir reivindicações

Primeiro dia de greve dos professores às avaliações «é um êxito» e mostra como os docentes estão contra as políticas educativas

Por: Redacção / CM    |   2013-06-08 00:16

A greve às avaliações adiou quase todas as reuniões para atribuição de notas aos alunos agendadas para sexta-feira, segundo a Fenprof, que acredita que a adesão à luta «deverá obrigar o Governo» a ouvir as reivindicações dos docentes.

A Federação Nacional de Professores apresentou esta noite uma primeira lista com os efeitos da greve sentidos em 124 escolas e agrupamentos de todo o país, que representam cerca de 10 por cento do total. Em 110 estabelecimentos e agrupamentos não se realizou nenhuma das 391 reuniões de avaliação agendadas, segundo contas feitas pela agência Lusa.

Além destes casos, houve outros 34 conselhos de turmas que não ocorreram, deixando os alunos destas turmas sem notas.

Em apenas uma escola - a Secundária da Alagoa - a adesão foi de 33%: das seis reuniões agendadas realizaram-se duas. Já nas escolas de Rabo de Peixe, Arrifes e Domingos Rebelo, todos os conselhos de turma foram realizados.

As regras definem que basta faltar um professor para que os conselhos de turma não se possam realizar e, segundo o secretário-geral da FNE, Dias da Silva, as escolas organizaram-se precisamente nesse sentido: «Faltou um professor que impediu a realização do conselho de turma, dentro daquilo que foi a lógica estabelecida quando se pensou na organização desta greve.»

Para o secretariado da Fenprof, o primeiro dia de greve dos professores às avaliações «é um êxito» e mostra com «enorme clareza» como os docentes estão contra as políticas educativas, nomeadamente o aumento do horário semanal para 40 horas e a aplicação do regime de mobilidade especial aos docentes, o que, para o sindicado, significa «empurrar os professores para o desemprego».

Depois de um dia de negociação falhado, o Governo aprovou em Conselho de Ministros estas duas medidas, mas a Fenprof recorda que as decisões de quinta-feira ainda têm de ser aprovadas pela Assembleia da República, «pelo que não se encontram esgotadas as instâncias de intervenção sindical, no sentido de serem alcançados os objetivos reivindicativos a que se propõem».

Nas escolas onde não se realizaram conselhos de turma, as direções têm agora 48 horas para marcar nova reunião para que se possam realizar os que hoje foram inviabilizados pela greve. Caso na terça-feira falte algum professor, a reunião volta a ser remarcada.

Entretanto, os sindicatos da educação entregaram hoje no Ministério da Educação um novo pré-aviso de greve aos serviços de avaliação para o período entre 18 e 21 de junho.

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