Um casal de portugueses que está no Nepal há mais de um mês, e que permaneceu no país voluntariamente para ajudar a reconstruir algumas aldeias, disse ter vivido esta terça-feira novos momentos de pânico com o novo sismo

Lara Nogueira e Marco Nunes estavam esta terça-feira de manhã em Phaskot, a 50 quilómetros de Katmandu, quando ocorreu o novo sismo e várias réplicas, que matou pelo menos 24 pessoas e levou os habitantes em pânico para as ruas da capital.

Lara disse à agência Lusa que quando se aperceberam do novo sismo correram para um descampado para ficarem em segurança.


"Tínhamos vindo à cidade para comprar comida e materiais para a reconstrução de uma aldeia, mas acabámos por não conseguir comprar nada. Começou tudo a tremer. Foi muito estranho", contou.


O casal assistiu a edifícios que já estavam com fendas a ruir, mas não se apercebeu de feridos.


"Toda a cidade tremeu. As pessoas correram para as ruas e esperámos num descampado. Na aldeia, sabemos que as casas que antes tinham falhas, agora caíram", descreveu.


O sismo de magnitude de 7,3 foi sentido às 12:50 locais (08:05 em Lisboa, 04:45 de diferença) e ocorreu a 76 quilómetros a leste de Katmandu, tendo sido seguido meia hora depois por um segundo abalo de magnitude 6,3, informou o observatório norte-americano que monitoriza a atividade sísmica em todo o mundo.

O terramoto foi sentido na Índia, até Nova Deli, e causou o colapso de edifícios no Tibete, na vizinha China.

Pelo menos 19 pessoas morreram no Nepal, de acordo com o porta-voz da polícia nacional Kamal Singh Bam, que referiu ainda 679 feridos.

Outras quatro pessoas morreram na Índia, segundo responsáveis, e foi registado um morto no Tibete, de acordo com media estatais chineses.

Há menos de três semanas um sismo de magnitude 7,8 provocou mais de oito mil mortos.