A Cáritas Portuguesa anunciou que vai responder positivamente ao apelo da Cáritas da Venezuela, que na sexta-feira pediu apoio para as crianças venezuelanas e os portugueses que sofrem no país sul-americano por falta de medicamentos.

Em comunicado, a instituição da Igreja católica portuguesa diz que responderá da forma mais célere que lhe for possível ao apelo da congénere venezuelana, "assegurando os canais fiáveis que garantam que a solidariedade dos portugueses chegue aos seus legítimos destinatários espalhados pela Venezuela, em particular à comunidade portuguesa".

A Cáritas portuguesa adianta ainda que estão a ser estabelecidos contactos com as autoridades portuguesas, nomeadamente a Secretaria de Estado das Comunidades, para agilizar o apoio.

"Logo que estejam garantidas as condições de segurança a Cáritas dará conta aos portugueses das iniciativas de solidariedade que se venham a realizar", acrescenta o comunicado.

A Cáritas Venezuela lançou na sexta-feira um apelo à Cáritas de Portugal para que apoie as crianças venezuelanas e também os portugueses cujas doenças se agravaram pela falta de medicamentos no país.

"O apelo é também para a Cáritas Portugal, para que colabore (…) com toda esta gente que hoje necessita e sobretudo para que apoie os portugueses que desde há muitos anos vivem no nosso país e que têm necessidades sobretudo de medicamentos", disse a diretora da Cáritas.

Janeth Márquez falava à Lusa e à Antena 1 à margem de uma reunião, em Caracas, com o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Luís Carneiro, que esteve acompanhado pelo secretário regional dos Assuntos Parlamentares e Europeus da Madeira, Sérgio Marques, e pelo embaixador português, Fernando Teles Fazendeiro.

"Também há muitas famílias que estão a ficar sozinhas, porque os filhos deixaram o país e queremos dar-lhes um atendimento preferencial, para que possam resolver esta problemática e estar no país, e além disso possam alimentar-se da melhor maneira", frisou.

Márquez explicou também que na Venezuela não há dados oficiais sobre a desnutrição infantil, mas que desde janeiro "já faleceram três crianças" e há "muitas crianças com desnutrição moderada e severa".