Uma candidatura de Portugal faz parte das 20 de 13 países que foram apresentadas à edição 2014 do Prémio Príncipe das Astúrias da Cooperação Internacional, que será atribuído na quarta-feira.

As deliberações do júri arrancam na terça-feira, quando será definida uma pequena lista de favoritos antes do anúncio oficial do sexto dos oito galardões anuais do Prémio Príncipe das Astúrias.

Segundo informou a Fundação Príncipe das Astúrias em comunicado há, além de Portugal, candidaturas ao prémio da Cooperação procedentes da Alemanha, Bangladesh, Brasil, Chile, Estados Unidos, Espanha, Holanda, Irlanda, Malásia, Noruega, Panamá, e Reino Unido.

Nas últimas semanas já foram atribuídos ao arquiteto Frank Gehry o prémio das Artes, ao historiador e hispanista francês Joseph Pérez o prémio das Ciências Sociais e ao desenhador gráfico argentino Quino, criador da personagem Mafalda, o de Comunicação e Humanidades.

O químico espanhol Avelino Corma e os norte-americanos Mark E. Davis e Galen D. Stucky foram galardoados com o Prémio de Investigação Científica e Técnica e, esta semana, o escritor irlandês John Banville recebeu o prémio das Letras.

Os prémios Príncipe das Astúrias reconhecem o «trabalho científico, técnico, cultural, social e humanitário realizado por pessoas, instituições, grupos de pessoas ou de instituições».

O prémio para a Cooperação Internacional é atribuído ao trabalho em setores como «saúde pública, educação, proteção ambiental e desenvolvimento social e económico, entre outros, constituía um contributo relevante a nível internacional».

Os vencedores recebem uma escultura de Joan Miró, 50 mil euros, um diploma e uma medalha.

A Universidade de Coimbra recebeu em 1985, o prémio na área de Cooperação Internacional.

Entre os portugueses distinguidos com os Prémios Príncipe das Astúrias contam-se, em 1995, Mário Soares, com o prémio de Cooperação Internacional e o historiador Joaquim Veríssimo Serrão, com o prémio de Ciências Sociais, tendo em 2005 sido distinguidos o cientista António Damásio, com o prémio para a Investigação Científica e Técnica e o Instituto Camões, com o prémio de Comunicação e Humanidades.