O dono de uma pensão do Porto foi esta sexta-feira condenado a 12 anos e três meses de prisão por matar um hóspede, em fevereiro de 2014, e esconder o corpo numa arrecadação durante sete meses.

O arguido envolveu-se numa discussão com a vítima por lhe dever 750 euros em rendas e refeições e acabou por assassiná-la com “várias facadas”.

O suspeito, de 52 anos, guardou o corpo do hóspede num armário do quarto, tendo-o depois levado num saco para a arrecadação da pensão.

O corpo da vítima, de 54 anos, viria a ser descoberto sete meses depois do crime, em avançado estado de decomposição, por um hóspede que lá foi guardar uma bicicleta e estranhou o “cheiro nauseabundo”, chamando a PSP, como recorda a Lusa.

Durante o julgamento, que iniciou a 19 de maio, o arguido assumiu o crime e referiu não se ter desfeito do corpo porque “não podia deitar fora o que Deus criara”.

O advogado de defesa, Carlos Quaresma, referiu que a pena é “justa” e que o arguido teve “sempre a noção” que ia ser condenado.

O arguido trabalha na cozinha do Estabelecimento Prisional de Custóias e, segundo o jurista, “pediu” para ser descoberto porque guardou o corpo da vítima na arrecadação e, meses depois, pediu a um hóspede para ir lá sabendo que o ia ver.

“Ele vive com esse problema de ter matado alguém, tanto que tem acompanhamento psiquiátrico porque continua a pensar nisso”, frisou.