Por: Redacção / HB | 10- 9- 2008 19: 36
O homem que terça-feira feriu gravemente um outro com três tiros dentro da esquadra da PSP de Portimão vai ficar a aguardar
o julgamento em liberdade, mas proibido de abandonar o concelho, segundo fonte judicial, noticia a Lusa.
O juiz
de Instrução Criminal do Tribunal de Portimão, Pedro Frias, que ouviu o indivíduo esta tarde, determinou, como medidas de
coacção, a aplicação de Termo de Identidade e Residência, apresentações diárias na esquadra da PSP e a proibição de se ausentar
do concelho e do país. O homem, de 55 anos, ficou também proibido de contactar a vítima e sua família.
O autor
dos disparos dentro da esquadra, que provocaram ferimentos muito graves num homem de 31 anos, ainda internado no Hospital
de S. José, está indiciado pelos crimes de homicídio simples na forma tentada e posse de arma proibida.
A inquirição
do indivíduo durou cerca de uma hora, entre as 16h00 e as 17h00. O homem que terça-feira foi baleado na esquadra da PSP de
Portimão está internado nos cuidados intensivos do hospital de São José, em Lisboa, e mantém-se com «prognóstico reservado»,
segundo fonte hospitalar.
Em comunicado enviado à agência Lusa, o conselho de administração do Centro Hospitalar
de Lisboa Central, adianta que o homem, de 31 anos, está internado na unidade de cuidados intensivos e que a sua situação
clínica «é muito grave e com prognóstico reservado».
A vítima, atingida com tiros na face, cabeça e tórax, foi
transferida para o hospital de Lisboa terça-feira ao fim da tarde, depois de ter passado pelo bloco operatório do Hospital
do Barlavento Algarvio, para estabilizar os ferimentos.
Em conferência de imprensa realizada terça-feira, a PSP
de Faro informou que antes de os disparos serem efectuados, no interior da esquadra da PSP de Portimão, o agressor, de 55
anos, e a vítima aguardavam «em locais separados» o momento para fazerem as respectivas denúncias.
Família do
homem baleado pede justiça
A família do homem baleado dentro da esquadra de Portimão pede justiça, mas diz que
qualquer condenação não paga o estado de sofrimento do familiar, internado em estado muito grave no Hospital são José, em
Lisboa.
«Esperamos que seja feita justiça», disse hoje à agência Lusa a irmã da vítima, Filomena Gomes, visivelmente
transtornada, considerando que qualquer pena que vier a ser aplicada «não paga» o sofrimento do seu irmão de 31 anos, que
se mantém internado «sob prognóstico reservado» na unidade de cuidados intensivos do Hospital de São José.
A
vítima é o mais novo de quatro irmãos de uma família «muito unida» e que ao final do dia de terça-feira tomou conhecimento
do caso, ao associar a ida do seu familiar a Portimão com notícias veiculadas em vários órgãos de comunicação social.
«Começámos a ouvir notícias e ligamos para o hospital porque a minha mãe começou a ficar preocupada porque diziam que a pessoa
era de Torres Vedras», relembra Filomena Gomes.
Negócio de madeira
Segundo a família, o homem
baleado tinha ido a Portimão propositadamente «para receber dinheiro que lhe deviam desde há cinco anos» num negócio de venda
de madeira ligado ao abate e corte de árvores a que se dedicava na altura e considera que o agressor «já devia ter tudo premeditado».
Tal como já tinha acontecido por diversas vezes, o autor dos disparos «chamava-o e não lhe entregava dinheiro nenhum», pelo
que a vítima já «dizia que provavelmente não o ia receber».
O homem baleado, divorciado e com um filho menor
de idade, é comerciante do ramo automóvel e trabalhava na região de Torres Vedras, onde reside, sendo visto pelos vizinhos
como uma pessoa «trabalhadora», que «nunca teve mal com a justiça», porque era «extremamente calmo e era incapaz de fazer
mal seja a quem for».
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