Um empresário português começou esta terça-feira a ser julgado em Pontevedra, na Galiza, por tráfico de droga, no âmbito de uma operação que em 2012 culminou com uma das maiores apreensões de heroína em Espanha.

O português, que se encontra detido à conta deste processo, é um dos três suspeitos que hoje foram presentes a tribunal, mas negou os crimes de tráfico de droga que lhe são imputados.

O Ministério Público espanhol pede a sua condenação a 12 anos de prisão.

Apesar de negar as acusações perante o tribunal, este já foi condenado pela Justiça nacional, em duas ocasiões anteriores, igualmente por tráfico de droga mas em Portugal.

A operação «Jockey», realizada em fevereiro de 2012 na região de Pontevedra pela Guardia Civil de Espanha, em colaboração com a Polícia Judiciária portuguesa, levou à detenção de 12 pessoas.

Permitiu a apreensão de mais de 111 quilogamas de heroína, tendo sido apresentada na altura como a maior apreensão daquele tipo de droga na Galiza e a terceira maior de sempre em Espanha.

As autoridades policiais também admitiram tratar-se de uma rede que distribuía a heroína no norte de Portugal. A droga encontrada nesta operação, apontou a Guardia Civil, poderia representar mais de cinco milhões de euros.

Desde abril de 2011 que vários elementos do grupo detido na ocasião eram vigiados de perto pelas autoridades espanholas, em colaboração com a Policia Judiciária (PJ) portuguesa.

Em novembro daquele ano a PJ chegou mesmo a apreender mais de cinco quilos de heroína e cocaína a dois homens, intercetados na zona de Ponte de Lima quando regressavam do alegado abastecimento na Galiza.

A 29 de fevereiro de 2012, quando se preparava nova transação de droga, as autoridades galegas montaram a operação «Jockey» para deter o sobrinho do cabecilha da rede - os dois também a ser julgados neste processo, juntamente com o português, arriscando respetivamente 11 e 16 anos de prisão -, quando este transportava sete quilos de heroína para Portugal.

A base da operação estava instalada em Tomiño, do outro lado do rio Minho, em frente à localidade minhota de Vila Nova de Cerveira.