No final de 2016, a PSP tinha 20 641 policias: saíram 834 agentes e só entraram 453. O efetivo policial é dos mais reduzidos de sempre, só melhor do que em 2015 (com 20 466). Os dados constam do balanço social da PSP e são revelados na edição desta sexta-feira do Diário de Notícias.

O saldo de recursos humanos é negativo, com as saídas a serem em maior número do que as entradas.
Entre polícias e funcionários civis, a PSP precisa de mais 400 pessoas.

O jornal refere que a situação vai agravar-se porque até ao fim do ano vão sair para a reforma mais 400 polícias. E o curso de admissão de novos agentes, apesar de já ter sido aprovado pelo governo, ainda não começou e só deverá ter efeitos práticos no fim de 2018.

De acordo com o Diário de Notícias, na PSP há situações invulgares, como a de um superintendente-chefe (posto de topo da carreira) que está em casa há mais de um mês, alegadamente de férias e sem colocação definida.

Por outro lado, mais de 800 policias estão em missões no exterior, destacados para polícias municipais ou para outros órgãos do Estado, um número que aumentou face a 2015.