Os elementos da PSP agredidos quando tentavam identificar um homem no Vale da Amoreira, na Moita, que acabou por ser morto a tiro, “seguiam à civil e numa viatura descaracterizada”, disse à Lusa fonte policial.

Os dois elementos da PSP, que costumam fazer notificações e pertencem à Esquadra de Investigação Criminal do Barreiro, seguiam à civil numa viatura descaraterizada. Ao verem o indivíduo na rua, que seguia a pé, suspeitaram que tinha um mandado de detenção", disse à Lusa a comissária Maria do Céu, do comando da PSP de Setúbal.

Segundo a mesma fonte, os agentes da PSP identificaram-se perante o homem, mas já não conseguiram identificá-lo.

Os agentes nem o chegaram a identificar. Sem que nada o fizesse prever, o indivíduo agrediu os agentes com um machado e uma faca. O agente da PSP foi obrigado a disparar em legítima defesa", acrescentou.

O homem, de 51 anos, natural da Guiné, acabou por morrer no local, enquanto os agentes da PSP, de 50 e 47 anos, foram transportados para o hospital do Barreiro.

Um agente sofreu ferimentos com um machado e uma faca na zona do peito, perto do pescoço. Está internado no hospital, mas não corre risco de vida. O outro elemento da PSP sofreu apenas um corte ligeiro no braço, conseguiu escapar", salientou.

A Polícia Judiciária esteve no local a investigar e já ouviu o agente que sofreu apenas um corte no braço, que se encontra "muito abalado" com a ocorrência.

O alerta para o Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Setúbal foi dado às 10:44, para o caso que ocorreu na Avenida Almada Negreiros, no Vale da Amoreira, concelho da Moita.

Segundo a mesma fonte, estiveram no local 39 operacionais e 10 veículos da PSP, GNR, dos bombeiros da Moita, do Sul e Sueste e Salvação Pública, do Barreiro.