A Polícia Judiciária (PJ) do Funchal constituiu arguidos sete pessoas pelo crime de incêndio negligente, esta quinta-feira, por suspeitar que eles tenham provocado o fogo que deflagrou há oito dias em Porto Moniz, na Madeira.

Fonte da PJ disse à Lusa que o grupo, com idades entre os 19 e os 39 anos, estava a acampar no local, fez uma fogueira para um churrasco e perdeu controlo do fogo.

O incêndio fez arder cerca de cinco hectares de terreno, incluindo floresta Laurissilva, que é Património da Humanidade.

A mesma fonte referiu ainda que os arguidos não estão detidos e não foram presentes a juiz, dado que o crime pelo qual estão indiciados não implica que isso aconteça.

Fonte do Departamento de Investigação Criminal do Funchal da PJ adiantou à Lusa que os arguidos, todos residentes no concelho de São Vicente, estavam acampados na zona do Fanal quando, na tarde do dia 16, fizeram um churrasco.

¿Deixaram depois o local e aperceberam-se, mais tarde, da existência de uma coluna de fumo vinda da zona, pelo que regressaram para ver o que se passava e, também, para salvaguardar os seus bens, incluindo automóveis, que ali estavam¿, explicou a mesma fonte.

Este responsável da PJ informou que, na sequência deste fogo, alguns dos bens dos arguidos, a maioria estudante, arderam.

«Trata-se de um fogo florestal com origem negligente», salientou a mesma fonte, considerando ter havido «falta de cuidado» na conduta do grupo.