O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, afirmou hoje que o surto de legionella está a entrar em declínio e que «esta situação não ocorreu por negligência do Estado», deixando a garantia de que as responsabilidades serão apuradas.

Pedro Passos Coelho falava aos jornalistas após a inauguração do Complexo Social do Centro Social de S. Martinho de Aldoar e questionado sobre o surto de legionella respondeu que nesta altura está «a entrar em declínio», sublinhando a necessidade de continuar a prestar «todo o auxílio a todas as pessoas que precisam dessa assistência».

«A responsabilidade sobre a origem do problema será apurada e será transmitida com transparência», afirmou, esperando que «este caso possa funcionar de forma profilática», já que houve muitas pessoas que foram atingidas por uma situação de saúde pública.

Questionado sobre se se sentia responsável politicamente devido a uma alteração legal feita pelo seu Governo em 2013, Passos Coelho explicou que essa mudança da lei «foi feita justamente para reforçar a capacidade de inspeção e de prevenção destes casos», deixando claro que «esta situação não ocorreu por negligência do Estado».

Recorde-se que número de casos confirmados de infeção por legionella subiu para 278, segundo o último balanço da Direção-Geral de Saúde, que adianta ainda que apareceram 45 novos casos nas últimas horas. ​

Também hoje a Direção-geral da Saúde confirmou que há um caso de legionella num doente em Luanda, Angola, e outro em Lima, Peru, ambos em pessoas que estiveram em Vila Franca de Xira, onde há um surto desta doença.