Moradores que vivem perto da pedreira da Sobrissul, onde esta quarta-feira ocorreu uma forte explosão, sentida em toda a península de Setúbal, contaram à TVI, que esta não foi uma explosão normal. 

«Já ouvimos outras explosões, mas não com esta dimensão», disse Dionísio Gomes, que vive a menos de um quilómetro da pedreira.

Dionísio contou que na altura do «estrondo» pensou que se tratasse de um sismo. Quando se apercebeu que havia fumo a sair da pedreira da Sobrissul apressou-se a ir para o local, para descobrir o que tinha acontecido.

«Estava a começar a jantar e senti um grande estrondo, disse para a minha mãe: “fujam para a rua que isto é um sismo”. Vi uma nuvem de fumo e [percebi] que foi uma explosão. [Dirigi-me para o local], não estava ninguém, [mas] entretanto já tinham entrado pessoas para dentro [da pedreira] que diziam que isto foi um rebentamento de explosivos. Ouvi falar em 7800 quilos de explosivos, mas a minha versão não é a mesma do presidente da Câmara, por isso não sei quem fala verdade». (O presidente da Câmara de Sesimbra falou em 9000 metros de cordão detonante)


Tal como o presidente da Câmara de Sesimbra, Dionísio também fala na presença de um agente da autoridade no local, mas em vez da destruição de cordão detonante, o morador ouviu falar na destruição de explosivos apreendidos.

«Segundo a versão que eu ouvi, seriam explosivos apreendidos que trouxeram para [a pedreira], que o guarda ativou, [e acabaram por rebentar]»
 
Quanto a estragos, o morador diz que só amanhã conseguirá confirmar se a explosão causou alguns danos.

«Quanto a vidros partidos não sei, agora durante a noite não consigo ver», acrescentou.

 Ana Maria Gomes, mãe de Dionísio disse que quando ouviu a explosão temeu uma situação pior, talvez uma queda de «um avião».

«Ouve-se tanta coisa que pensei que fosse um avião, mas o meu filho disse que era um simo. As casas abanaram todas. [Só] amanhã de manhã é que vamos ver se temos [estragos] porque agora não conseguimos».