O ministro da Saúde, Paulo Macedo, defendeu esta sexta-feira, em Coimbra, que os hospitais públicos de referência se devem manter na esfera pública, mas não exclui a possibilidade de, no futuro, os privados terem ensino universitário e investigação.

"Não temos nenhuma dúvida, nem nestes quatro anos que passaram nem em termos de futuro, que os hospitais que são públicos, de grande complexidade, de grande diferenciação, com ensino universitário e investigação, se devem manter na esfera pública", disse Paulo Macedo, à margem da abertura das XXV Jornadas Internacionais de Oftalmologia de Coimbra.

No entanto, o responsável da pasta da Saúde não descartou a possibilidade de, no futuro, existirem "hospitais privadas com ensino universitário e investigação, como existe em todos os países do mundo".

"O conjunto de hospitais que são públicos dever-se-ão, na nossa perspetiva, manter públicos. Serão bem vindos, com certeza, outros hospitais de natureza privada que sejam um exemplo, em termos de investigação e ensino, como existe em todos os países do mundo, mas a conviver com os públicos", sublinhou.

Na sessão de abertura das XXV Jornadas Internacionais de Oftalmologia de Coimbra, o ministro Paulo Macedo entregou a Medalha de Serviços Distintos Ouro do Ministério da Saúde à Faculdade de Medicina, pelos seus "seculares contributos" para a medicina em Portugal.

O governante explicou que a tutela entendeu distinguir as Faculdades de Medicina mais antigas do país "pelos serviços prestados na formação e na investigação na área da saúde e na ligação à área assistencial".