O Ministério Público acusou um vereador da Câmara Municipal de Coimbra de prevaricação e falsificação de documento no licenciamento de uma obra no iParque em 2011, informou a Procuradoria-Geral da República (PGR).

O Ministério Público (MP), através do Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Coimbra, acusa também «um ex-diretor municipal da mesma autarquia, um engenheiro civil e uma empresa de nanotecnologia», segundo a resposta da Procuradoria-Geral da República a um pedido de informação da agência Lusa.

Segundo a edição online do jornal Campeão das Províncias, na segunda-feira, o vereador em questão é Paulo Leitão que, questionado pela Lusa, confirmou ter sido notificado pelo Ministério Público (MP), referindo estar «de consciência tranquila».

De acordo com a PGR, o ex-diretor municipal é acusado de dois crimes de abuso de poder e outro de prevaricação, em coautoria com o ainda vereador da Câmara, eleito pelo PSD.

Paulo Leitão é também o líder da concelhia de Coimbra do PSD.

O engenheiro civil e a empresa de nanotecnologia foram constituídos arguidos por existirem «indícios de falsificação do livro de obra» relativo à mesma edificação.

As imputações ao vereador Paulo Leitão e ao ex-diretor municipal «baseiam-se na existência de indícios de irregularidades no licenciamento de uma obra no iParque, estrutura para captação de investimento de empresas tecnológicas promovida pela Câmara Municipal de Coimbra», onde a empresa de nanotecnologia «pretendia instalar-se», refere a PGR.

Nesta obra ocorreu em 2011 um acidente de trabalho.