O patriarca de Lisboa, Manuel Clemente, foi investido cardeal pelo Papa Francisco, esta manhã, na Basílica de São Pedro, no Vaticano.

A cerimónia de investidura foi testemunhada por três membros do Governo, incluindo Paulo Portas, e cerca de 300 portugueses que se deslocaram a Roma.

O patriarca de Lisboa passa, a partir de agora, a colaborar mais diretamente com o Papa e a poder participar em futuras escolhas do líder da Igreja Católica.

Na cerimónia, o Papa Francisco pediu aos novos cardeais da Igreja Católica para terem «um forte sentido de justiça» e instou-os a praticarem a caridade, alertando para os perigos da inveja e do orgulho.

Antes da imposição do barrete cardinalíceo aos novos 20 cardeais, o Papa argentino avisou que a caridade tem de pautar o seu trabalho.
 

«A magnanimidade é, em certo sentido, sinónimo de catolicidade. É saber amar sem limites, mas ao mesmo tempo com fidelidade nas situações particulares e com gestos concretos».


Advertiu ainda que os cardeais não estão imunes à tentação da inveja e do orgulho e, para a superarem, reiterou o seu apelo à caridade.

Francisco avisou ainda os cardeais para o perigo da raiva, considerando que é desculpável uma irritação momentânea, mas não o rancor, sublinhando também que ser-se cardeal é uma dignidade mas não uma distinção honorífica.

O convite de Portas ao Papa

O vice-primeiro ministro manifestou ao Papa Francisco o desejo de que este visite Portugal em 2017, no centenário das aparições de Fátima

«Esses 100 anos são muito importantes para muitos portugueses com fé e nós gostaríamos todos de ter o Santo Padre em Portugal por ocasião desse centenário, em 2017. Aproveitamos para o sublinhar».


Paulo Portas cumprimentou o Papa, juntamente com o ministro dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete, na Basílica de São Pedro, após a conclusão da cerimónia.

A felicitação de Passos Coelho

O primeiro-ministro felicitou o patriarca de Lisboa pela sua investidura como cardeal da Igreja Católica, classificando Manuel Clemente como um «pastor de grande envergadura moral e espiritual».

Numa nota enviada à agência Lusa, o gabinete do primeiro-ministro classifica este momento como «uma enorme alegria» e como «um gesto com elevado significado para o país».

O chefe de Governo lembrou o «contributo que o país sempre espera da Igreja Católica para o seu desenvolvimento social e cívico».