O primeiro-ministro afirmou que a transferência da gestão dos hospitais das Misericórdias para aquelas instituições «é um dever, não é um favor», apontando para o próximo biénio essa alteração.

Pedro Passos Coelho, que falava esta tarde na inauguração da Unidade de Cuidados Continuados da Santa Casa da Misericórdia de Arcos de Valdevez, adiantou que o protocolo para o biénio 2015/2016, em preparação, deverá incluir «a primeira grande fase de transferência dos chamados hospitais das Misericórdias para as Misericórdias».

«Devolvê-los à sua proveniência, mantendo a sua vocação e ainda assim conseguindo ganhos de eficiência na ordem dos 25%», sustentou.

O primeiro-ministro adiantou que o novo protocolo tem vindo a ser preparado com a União das Misericórdias, a União das Mutualidades e com a Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS).

«Eu tive ocasião de receber já os representantes destas instituições, que tiveram, com os respetivos ministros do Governo, uma reunião de trabalho para conseguimos programar os nossos protocolos e apoios para os próximos dois anos», revelou, adiantando que o novo acordo, além da área social, será estendido à saúde e educação.

«O que estas instituições desenvolvem é um trabalho de natureza e relevância públicas que toda a gente reconhece e a verdade que fazendo desta maneira nós conseguimos resultados muito melhores do que simplesmente se o Estado utilizasse os seus serviços, e os impostos dos cidadãos, para ir ao encontro das necessidades das pessoas», afirmou.