Há, em Fátima, «esperança fundada» de que o Papa Francisco venha a Portugal em 2017, por ocasião do centenário dos acontecimentos da Cova da Iria. Essa esperança foi expressa, esta quinta-feira, pelo vice-presidente da Conferência Episcopal Portuguesa e bispo de Leiria-Fátima.

«Garantia só depois, porque implica vários aspetos, um dos quais é a saúde do próprio Papa», disse António Marto, em Fátima, na conferência de imprensa que sucedeu à 185.ª assembleia plenária da CEP e na qual foi abordada a visita ad limina, prevista realizar-se entre 07 e 12 de setembro de 2015. Trata-se da visita que cada bispo diocesano deve fazer a Roma, o que geralmente acontece de cinco em cinco anos e por conferência episcopal, na qual apresenta ao papa o relatório sobre o estado da respetiva diocese e da Igreja no seu país, explicou o responsável. A última visita dos bispos portugueses a Roma realizou-se em 2007.

Em março de 2013, o Santuário de Fátima enviou uma mensagem de saudação ao Papa, na qual foi sublinhada a expectativa e a «emoção» de o acolher «um dia» naquele templo mariano como peregrino.

A mensagem, assinada pelo bispo da diocese de Leiria-Fátima, António Marto, e em nome dos peregrinos do santuário, transmite a «comunhão eclesial» e o «caloroso afeto» com o novo papa.

«Em Fátima, confiámos a sua pessoa e o seu ministério à proteção da senhora de Fátima» e «o santuário espera com emoção poder recebê-lo um dia como peregrino», pode ler-se no texto enviado, que é citado pela Lusa, e no qual se dá, desde já, «as boas-vindas (…) ao Santo Padre Francisco».

Ainda em março desse ano, logo após a eleição de Jorge Mario Bergoglio - o primeiro latino-americano a liderar a Igreja Católica - o então presidente da Conferência Episcopal Portuguesa e patriarca de Lisboa informou que tinha convidado Francisco a visitar Portugal.

«Logo após o cumprimento final, disse-lhe que nós gostaríamos muito de o receber em Portugal». Confessou que o novo papa não lhe deu qualquer resposta, «nem a podia dar».

Hoje, na assembleia plenária os bispos aprovaram uma nota pastoral sobre o Ano da Vida Consagrada, que começa no final do mês, tendo, entre outras decisões, nomeado o juiz Pedro Vaz Patto como presidente da Comissão Nacional Justiça e Paz, enquanto Eugénia Quaresma passa a ser diretora da Obra Católica Portuguesa de Migrações.