"Já todos entendemos que medicina o ministro Paulo Macedo quer para o país. Uma medicina de ‘guerra’, normalizada, a retalho, em grandes superfícies, em parte realizada por outros profissionais de saúde, com médicos e doentes de primeira e segunda categorias, em que a autonomia precoce para o exercício da medicina e da especialidade passe a ser a solução para todos os problemas", sustenta em comunicado o presidente do Conselho Regional do Norte da Ordem dos Médicos (CRNOM), Miguel Guimarães.


“A acontecer a extinção do ano comum, os estudantes recém-licenciados ou mestres em Medicina teriam de imediato autonomia para o exercício da Medicina, com todas as consequências negativas daí decorrentes", afirma.


“Claro que pode terminar se o curso de Medicina for suficientemente profissionalizante, que é aquilo que se pretende. Os estudantes não devem, de facto, acumular anos que tendem a ser um desperdício para eles e para a própria sociedade. Isso só se passará em 2017 caso esta comissão assim ache que deve ser”, afirmou então o secretário de Estado.


“Se não mantivermos a qualidade da formação, é todo o sistema de saúde que pode ruir em Portugal”, disse à Lusa o dirigente da Ordem dos Médicos do Centro.