O furacão Ophelia está mais forte e mais perto dos Açores, informa o Centro de Previsão e Vigilância Meteorológica do IPMA na região, no último comunicado, divulgado há momentos.

Neste momento, o centro do furacão está a 1165 km a sudoeste da Região Autónoma, "verificando-se um
aumento da intensidade do vento nas últimas 12 horas"
, com "rajadas na ordem dos 170 km/h".

Segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera, "pode ainda intensificar-se um pouco mais nas próximas horas".

Prevê-se que nas próximas 48 horas mantenha esta direção de trajetória, começando a aproximar-se do arquipélago dos
Açores, sendo esperado que às 18h (hora dos Açores) de hoje se encontre localizado a 1140
km a SW da região."

Isto significa que o furacão deverá afetar os Açores no sábado, nomeadamente as ilhas do Grupo Oriental, com a probabilidade de o ciclone influenciar o estado do tempo em S. Miguel, com vento médio igual ou superior a 65 km/h, a variar "entre 30 a 40%" e em Santa Maria de "50 a 60%".

Menor influência (5 a 10%) está prevista para as ilhas do Grupo Central - Faial, Pico, S. Jorge, Graciosa e Terceira e nenhuma influência para o Grupo Ocidental (Flores e Corvo).

Um novo comunicado será emitido ainda hoje, ao final da tarde.

Ophelia é o décimo furacão desta temporada no Atlântico

A tempestade tropical Ophelia transformou-se no décimo furacão da atual temporada no Atlântico, após os ventos atingirem um máximo sustentável de 120 quilómetros por hora.

No mais recente boletim, emitido às 22:00 (hora de Lisboa), o HNC, com sede em Miami, prevê que na segunda-feira o fenómeno meteorológico atinja a Irlanda, mas já transformado em tempestade tropical.

Desta forma, a costa da Galiza não será afetada pela tempestade, ao contrário do que prognosticavam os anteriores boletins.

Os ventos mais fortes do furacão Ophelia, que podem intensificar-se nos próximos dias, estendem-se até 35 quilómetros do seu centro, indicou o HNC.

A passagem desta inicial tempestade tropical ao grau de furacão implica um registo histórico que não se repete há mais de um século, ao tornar-se no furacão número dez nesta ativa temporada de furacões.

A atual temporada de furacões regista dez fenómenos, cinco de categoria máxima na escala Saffir-Simpson (3, 4 e 5), o número mais elevado desde 2005, com a formação do Harvey, Maria, Irma, Lee e José.

Cerca de 350 pessoas morreram de forma direta ou indireta devido a estes fenómenos meteorológicos, que assolaram a região do Caribe, Estados Unidos e diversos países da América Central.