A Unidade Nacional de Combate à Corrupção da Polícia Judiciária está desde o início do dia a desenvolver uma operação na zona norte do país. Já foram detidas várias pessoas por suspeitas de corrupção ativa e passiva, bem como falsificamentos. Os crimes estão relacionados com a emissão de cartas de condução.  

Foram detidas 14 pessoas, entre examinadores do centro de exames do Porto, do Automóvel Club de Portugal, bem como funcionários de escolas de condução automóvel. 

Foram realizadas 80 buscas domiciliárias e a escolas de condução estão a ser ainda realizadas pela PJ. 

Há suspeitas de que uma rede gigantesca facilitava a aprovação nos exames de código e de condução a troco de elevadas contrapartidas em dinheiro. 

Um dos alegados esquemas consistia em os alunos poderem, durante o exame teórico, comunicar pelo computador com pessoas lá fora a quem mostravam a prova, obtendo assim as respostas certas. Segundo a PJ, o modo de atuação dos alegados suspeitos da prática dos crimes consistia em fazer aprovar os candidatos em exames teóricos («Código»), com recurso à utilização de diversos equipamentos tecnológicos para registo de imagem e comunicação rádio com o objetivo de obtenção das respostas corretas, mediante contrapartidas de quantias monetárias.

A operação está a ser levada a cabo pela Unidade Nacional contra a Corrupção da PJ e conta com a colaboração no terreno de elementos da diretoria do Porto da Judiciária. Em comunicado, a PJ acrescenta tratar-se da operação "Megahertz", em que foram detidos doze homens e duas mulheres, realizada pela Unidade Nacional de Combate à Corrupção (UNCC), em colaboração com a diretoria do Norte, no âmbito de um inquérito dirigido pelo Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa.