O ex-procurador Orlando Figueira vai ser libertado, depois de ser revista a medida de coação. À porta do Campus de Justiça, a advogada de Orlando Figueira, Carla Marinho, revelou que o ex-procurador tem de entregar o passaporte e de ir a todas as sessões do julgamento.

"Houve uma substituição. Deixou de haver a obrigação de estar privado da liberdade e passou então a ter de entregar o passaporte, para não se ausentar do país, e por outro lado, a vir sempre a todas as sessões de julgamento que estão marcadas diariamente até maio", revelou a advogada. 

Quer a advogada, quer o ex-procurador se mostraram "muito, muito contentes" pela decisão que revoga a “medida de coação privativa de liberdade” em que Orlando Figueira estava desde 23 de fevereiro de 2016.

A revisão acontece porque o juiz considerou que, "face à prova que foi produzida, considera-se por um lado que já não há o perigo de obstrução de prova e por outro lado veio-se a verificar que houve um cumprimento integral da medida de coação a que estava sujeito".

Quanto aos contactos que o ex-procurador pode fazer, o juiz ainda não se pronunciou. 

Depois de ter sido ouvido à porta fechada e de conhecer a decisão, Orlando Figueira disse aos jornalistas que ia para casa esperar pelos técnicos da equipa de reinserção social para remoção do dispositivo.

"Estou felicíssimo. Há dois anos e um mês que esperava esta decisão", afirmou ainda.