Dois dirigentes do Centro Distrital de Lisboa da Segurança Social, um técnico oficial de contas e um advogado, suspeitos de vários crimes de corrupção passiva, saíram em liberdade esta sexta-feira, depois de presentes a primeiro interrogatório judicial em Lisboa.

Os suspeitos são o diretor de serviço de gestão de clientes da Segurança Social de Lisboa, um técnico da segurança social de Lisboa, este último também indiciado pelo crime de falsificação de documento, um técnico oficial de contas (TOC) e um advogado.

Fonte judicial disse à agência Lusa que os funcionários da segurança social e o TOC estão suspensos de funções, proibidos de contactar entre si e com empresários que constam do processo, estando ainda sujeitos a apresentações periódicas às autoridades da área de residência.

O advogado ficou ainda sujeito ao pagamento de uma caução de 30 mil euros e proibido de se ausentar de Portugal.

Inicialmente, as autoridades policiais informaram que tinham sido detidas cinco pessoas no âmbito da «Operação Areeiro», realizada na quarta-feira, em Lisboa, tratando-se, porém, de apenas quatro.

Esta operação levou à realização de cerca de 70 buscas - domiciliárias e não domiciliárias - tendo sido apreendido diverso material relacionado com a prática da atividade criminosa em investigação.

A investigação foi dirigida pelo Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa em colaboração com a Unidade Nacional de Combate à Corrupção (UNCC) da Polícia Judiciária.