Atualizado às 18:32

A forte ondulação e o vento que esta quarta-feira se fazem sentir no Algarve impediram as buscas por mar aos pescadores de Olhão desaparecidos na segunda-feira.

Segundo a Zona Marítima do Sul, durante esta quarta as buscas apenas foram feitas por terra, com agentes da Polícia Marítima a pé e apoiados por veículos motorizados, devido às «condições extremamente adversas» resultantes da ondulação e do vento de sudoeste «muito fortes», cita a Lusa.

O comandante da Zona Marítima do Sul afirmou que o estado do mar «quase de certeza que não irá permitir» a retoma das buscas marítimas no dia de hoje, mas sublinhou que está a ser vigiada toda a orla costeira entre a ilha da Culatra, frente a Olhão, e Albufeira, numa extensão aproximada de 40 quilómetros.

Aquele responsável disse ainda que está uma embarcação salva-vidas em prontidão, em Olhão, que intervém nas buscas caso, a partir de terra, haja algum avistamento ou indício do paradeiro da embarcação e dos pescadores.

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) emitiu um aviso laranja para o distrito de Faro para a agitação marítima com ondas de 2,5 a 3,5 metros até às 11:59 desta quarta, passando depois a amarelo.

Contudo, o comandante Malaquias Domingues apena antecipa melhorias no estado do mar no Algarve para sexta-feira.

Dois pescadores de Olhão, de 58 e 35 anos, e uma embarcação de pesca local, com cerca de seis metros de comprimento, estão desaparecidos desde segunda-feira à tarde e as buscas têm sido feitas na costa entre a Culatra e Albufeira.

A última vez que os dois pescadores foram avistados foi na segunda-feira de manhã, cerca das 07:00, em frente à zona da barrinha, entre a ilha de Faro e a Deserta.

Ao final da tarde, fonte da Zona Marítima do Sul, avançou que uma boia «relacionada com a embarcação» de pesca foi encontrada perto da Meia-Praia, em Lagos.