As buscas aos dois pescadores de Olhão que desapareceram na segunda-feira no Algarve foram, esta sexta-feira, retomadas por terra e mar com patrulhamentos em áreas específicas, disse à Lusa fonte da Zona Marítima do Sul.

«Mantêm-se duas lanchas de fiscalização, uma a sotavento e outra a barlavento, atentas a eventuais indícios», e a «costa continua patrulhada pela polícia marítima», precisou o comandante Malaquias Domingues, referindo que nunca cancelou buscas.

O que acontece, explicou, é que os meios podem fazer mais do que um serviço e não estão focados, em exclusivo, nas buscas.

Os dois pescadores de Olhão, de 58 e 35 anos, estão desaparecidos desde segunda-feira à tarde e as buscas têm sido prejudicadas pelo mau tempo e pela agitação marítima que tem atingido o Algarve. A embarcação na qual seguiam, com cerca de seis metros de comprimento, também desapareceu.

A última vez que os dois pescadores foram avistados foi na segunda-feira de manhã, cerca das 07:00, em frente à zona da barrinha, entre a ilha de Faro e a ilha Deserta.

Na quinta-feira, uma boia relacionada com a embarcação de pesca foi encontrada perto da Meia-Praia, em Lagos.

Até ao momento, as buscas continuam, sem que haja indício de naufrágio.