A Câmara de Lisboa informou esta quarta-feira que as primeiras obras de requalificação da Segunda Circular, num pequeno troço daquela via, se iniciam “na próxima semana”.

“A previsão é que as obras da Segunda Circular se iniciem na próxima semana”, no troço entre a Avenida de Berlim e a entrada norte na cidade de Lisboa, na autoestrada A1, declarou o vice-presidente da autarquia, Duarte Cordeiro (PS).

O autarca falava na reunião pública do executivo, em resposta a questões do vereador centrista, João Gonçalves Pereira.

Falando no período antes da ordem do dia, Gonçalves Pereira recordou declarações do vereador das Obras Municipais, Manuel Salgado, que disse no final de maio à agência Lusa que a intervenção neste troço da Segunda Circular iria “começar imediatamente”.

A intervenção neste troço, de cerca de três quilómetros, está orçada em 750 mil euros e tem um prazo máximo de 90 dias.

De maior dimensão é a obra que vai ser feita no troço entre o nó da Buraca e o Aeroporto (cerca de 10 quilómetros), com um prazo de oito meses e na qual serão investidos 9,5 milhões de euros.

Na altura, Manuel Salgado estimou que a segunda empreitada se iniciasse em agosto, que, a seu ver, seria uma boa altura por durante as férias escolares existirem "menos incómodos".

Referindo-se a esta empreitada, Duarte Cordeiro indicou que o prazo “deve estar de acordo com o previsto”.

Ainda assim, a justificação não convenceu o centrista João Gonçalves Pereira.

“O CDS quer que os prazos sejam cumpridos. Estamos a entrar em julho […] e temos o risco de ter as duas empreitadas em simultâneo”, alertou.

Na reunião, não estiveram presentes nem Manuel Salgado nem o presidente do município, Fernando Medina.

Tendo o intuito de aumentar a segurança rodoviária, a fluidez do trânsito e a qualidade ambiental, a proposta da maioria PS no executivo municipal para a Segunda Circular foi alvo de grande discussão pública e de algumas críticas, que originaram alterações.

Na sessão, que decorreu nos Paços do Concelho, foi aprovada a subscrição por parte do município na iniciativa “Pacto dos Autarcas para o Clima e Energia”.

Através deste pacto, a Câmara de Lisboa compromete-se a reduzir em pelo menos 40% as emissões de dióxido de carbono e de outros gases com efeitos de estufa até 2030.

Falando na ocasião, o comunista Carlos Moura sustentou que “este pacto dos autarcas devia chamar-se termos da rendição dos autarcas”, já que “estas propostas, sendo necessárias, não são suficientes para um combate eficaz e efetivo às alterações climáticas”. "É uma apenas uma mitigação”, reforçou.

Em resposta, o vereador da Estrutura Verde, José Sá Fernandes, admitiu que não fica “satisfeito” com estas metas. “Eu quero mais”, concluiu.