O escultor Soares Branco, de 87 anos, autor da Águia do Benfica e do busto de Sá Carneiro, entre outros, faleceu no passado dia 04, em Lisboa, realizando-se uma missa na terça-feira, anunciou hoje a família.

O corpo do escultor encontra-se sepultado no Cemitério de Santarém, e na terça-feira às 19:00 na igreja de S. João de Deus, em Lisboa, é celebrada uma missa, disse a mesma fonte.

Domingos de Castro Gentil Soares Branco de seu nome completo, faria 88 anos no próximo dia 20, e foi docente da Escola Superior de Belas Artes, de Lisboa, durante mais de 30 anos.

Nascido em Lisboa, foi aluno de Simões de Almeida (sobrinho) e de Leopoldo de Almeida na Escola de Belas Artes de Lisboa, onde deu entrada em 1944.

Concluído o curso de escultura em 1953, empregou-se como desenhador na Escola Médica de Lisboa, ao Campo de Santana, e em 1958 ingressou como professor na Escola de Belas Artes de Lisboa, de onde saiu em 1996, por ter atingido o limite de idade.

Em 1951 foi o 2.º classificado do Prémio de Escultura Soares do Reis, promovido pelo então Secretariado Nacional de Informação Cultura Popular e Turismo (SNI).

Entre as suas obras que se encontram em vários espaços públicos em Portugal, refira-se, em Lisboa, a escultura de Santo António, junto à igreja evocativa, na Sé, a Águia do Estádio da Luz, o Vento Garroa, junto ao pavilhão de Portugal, no Parque das Nações, o busto de Francisco Sá Carneiro, no Areeiro, e o monumento à 1.ª Travessia Aérea do Atlântico sul, em Belém.

Em Fátima é de sua autoria a estátua do papa Pio XII, e várias esculturas de temática tauromáquica em Alcochete e Santarém.

Em Mafra é de sua autoria o monumento, junto ao palácio-convento, do Soldado Infante, e o monumento comemorativo do 1.º centenário da Escola Prática de Infantaria. Também nesta vila é e sua autoria o monumento à atriz Beatriz Costa.

O escultor tem também uma vasta obra na área da medalhística, na qual venceu vários concursos.

O legado de Soares Branco é constituído por mais de 13.000 peças, incluindo estudos, maquetas e esboços. Soares Branco doou grande parte do seu espólio à Câmara de Mafra, que criou, em 1991, um museu com o seu nome, situado no Complexo Cultural Quinta da Raposa.