O jornalista Adelino Cardoso morreu domingo, em Lisboa, aos 80 anos, na sequência de problemas cardíacos, segundo um comunicado divulgado na página do Sindicato dos Jornalistas na Internet.

O sócio n.º 40 daquele sindicado estava internado há uma semana no Hospital de S. Francisco Xavier, em Lisboa, onde veio a falecer, lê-se no comunicado.

Nascido no Porto em abril de 1934, Adelino Cardoso iniciou a profissão em 1958 no «República», onde esteve 31 anos.

Em 1965 foi admitido no «Diário Popular» e em 1989 transitou para o «Diário de Lisboa», onde permaneceu até ao encerramento daquele jornal, em novembro de 1990.

Adelino Cardoso reformou-se em 1994.

Segundo o Sindicato dos Jornalistas, Adelino Cardoso destacou-se como repórter parlamentar, ainda antes do 25 de Abril, tendo acompanhado o surgimento e as intervenções da chamada «Ala Liberal» na Assembleia Nacional.

O jornalista foi também membro do Conselho de Imprensa entre 1983 e 1985 e colaborou ativamente com o sindicato no início dos anos 1990, designadamente na realização de estudos de apoio à direção.

Entre os estudos realizados, destaca-se a análise comparada sobre a emissão de carteiras profissionais na Europa, que veio a dar suporte à defesa, pelo sindicato, do modelo que esteve na origem da Comissão da Carteira Profissional de Jornalista, indica o comunicado.

Adelino Cardoso foi também membro dos órgãos sociais do Clube de Jornalistas e jurado dos Prémios Gazeta.

O corpo do jornalista está em câmara ardente na capela mortuária do Mosteiro dos Jerónimos, de onde parte terça-feira, às 14:00, para o cemitério dos Olivais.