Nos novos episódios do “Segredo dos Deuses” mãe biológica e filhos reencontram-se ao fim de 23 anos. A mãe “Clara”, cuja história  a TVI deu a conhecer em dezembro, em dois episódios, recebeu um inesperado telefonema do filho que vive no Brasil.

Filipe quis conhecer a mãe biológica e foi através da TVI que esse contacto foi possível. “Clara” ficou sem Filipe quando o menino de cabelos loiros tinha apenas três anos. Pedro tinha seis e ambos foram deixados no lar ilegal da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) pela mãe de “Clara”. A avó tinha ficado a tomar conta dos dois irmãos, mas achou que eles estariam melhor no lar, como a própria acabou por revelar à filha.

“Clara” é uma mulher pragmática e nunca pensou que os filhos a quisessem conhecer ou que tal fosse sequer viável. Nunca soube dos filhos, nunca soube sequer que tinham sido legalmente adotados e sempre que os procurava nas redes sociais fazia-o com os seus sobrenomes.

Depois da sogra de Filipe ter contactado a TVI para conhecer “Clara” e lhe revelar que Filipe gostaria de a conhecer, que sempre teve curiosidade, e que uns anos antes até o tinha tentado, mas sem sucesso, foi o próprio que acabou por ligar para a equipa de investigação e pedir o número da mãe. Filipe e “Clara” encontraram-se via smartphone: ambos viam finalmente a cara um do outro e podiam finalmente começar a conhecer-se.

Filipe, que foi escolhido por fotografia por Cristiane Cardoso, filha de Edir Macedo, líder máximo da IURD, e o seu irmão, adotado por outro casal da IURD, nunca se tinham encontrado. Ao fim de 23 anos, quando Filipe conheceu a mãe biológica, conheceu também Pedro, ambos a morar no Brasil, mas separados pela adoção.

Filipe e Pedro vieram do Brasil para prestar declarações no DIAP, no inquérito que decorre às adoções da IURD, e foi nesse mesmo dia que a família se reencontrou no Parque das Nações.

A TVI presenciou o abraço que a mãe pode dar aos seus filhos e a alegria de “Clara” que nunca se atreveu a sonhar com tanto. Mas, afinal, desde que soube pela TVI onde andavam os seus filhos, este só poderia ser o desfecho ideal para uma história trágica: “Clara” pôde dizer aos filhos que não os abandonou há 23 anos e que nunca deu consentimento para que estes lhes fossem tirados.

Depois desse reencontro emotivo, as 24 horas seguintes transformaram o sonho num pesadelo. E no segundo episódio, “Clara” percebe que tudo foi uma “armadilha”