Poucas horas de sono pode afetar a inteligência das crianças. O livro NurtureShock, de Po Bronson e Ashley Merryman, analisa através de uma combinação entre psicologia comportamental e estudos científicos quais as consequências de dormir mal.

“Problemas de sono frequentes podem causar problemas permanentes”, é uma das premissas defendidas no manual, direcionado essencialmente para os pais.

“Perder uma hora de sono é equivalente a [perda de] dois anos de desenvolvimento cognitivo”, explica um dos estudos compilados.


No entanto, dormir 15 minutos a mais pode fazer a diferença. Um outro estudo presente no livro, realizado a mais de 3 mil estudantes do ensino médio, apresenta uma relação clara entre as horas de sono dormidas e o aproveitamento escolar.

Na pesquisa, foram comparados os resultados escolares dos alunos, concluindo-se que aqueles que dormiam uma média de 15 minutos a mais conseguiam obter melhores notas.

Mas a inteligência não é a única a ser afetada no que respeita a dormir mal. Poucas horas de sono diminuem, também, o controlo de impulsos e a atenção.

“Dormir pouco debilita a capacidade do corpo para extrair a glicose do sangue. Sem esse fluxo de energia básica, uma parte do cérebro sofre mais do que o resto – o córtex pré-frontal, que é responsável pela ‘função executiva’. Entre as funções executivas está a organização de pensamentos para atingir uma meta, a previsão de resultados, e a perceção da consequência de ações”, afirma uma das pesquisas.


Portanto, crianças cansadas podem revelar maior dificuldade no desempenho de tarefas como estudar ou estar atento nas aulas.

Mau-humor e recalcar memórias negativas em vez de positivas são outras das consequências de não dormir bem.