O ministro da Presidência considerou esta quinta-feira que nenhum pai pode ficar sossegado com as cenas da prova de avaliação dos professores contratados de quarta-feira temendo que quem as protagonizou possa ser professor de um filho seu.



«Foi uma péssima imagem que foi passada para a escola pública e espero que os próprios tenham consciência da péssima imagem que transmitiram. Não há nenhum pai que possa ficar sossegado se achar que alguma daquelas pessoas com as cenas a que assistimos ontem [quarta-feira] na televisão possa ser

professor de um filho seu», declarou Luís Marques Guedes, na conferência de imprensa sobre as conclusões do Conselho de Ministros.



Sem especificar a que situações se estava a referir, o ministro da Presidência e dos Assuntos Parlamentares referiu não saber ao certo se foram protagonizadas «por professores, se por delegados sindicais», acrescentando: «Não tenho esse conhecimento exato, mas foi dada uma imagem muitíssimo negativa principalmente para a escola pública».



Por outro lado, Luís Marques Guedes contestou a ideia de que o ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato, criticou a formação dada pelos institutos politécnicos e acusou «alguns responsáveis sindicais» de criarem «uma polémica totalmente artificial» sobre esta matéria.



«Não há nenhum estigma relativamente nem aos institutos politécnicos, nem às universidades, nem à Escola Superior de Educação», defendeu.



Segundo o ministro da Presidência, Nuno Crato referiu-se aos «critérios diferenciados numa perspetiva transversal entre as várias entidades de ensino que prestam cursos para as pessoas que depois querem aceder à carreira de professor».



«Existem critérios diferenciados, os critérios não são uniformes nas várias entidades de ensino. Isso depois foi transformado numa polémica artificial, tentando estigmatizar aquilo que o ministro não fez relativamente aos institutos politécnicos», reforçou.