O Museu Nacional dos Coches, em Lisboa, recém-instalado num novo edifício, recebeu, no primeiro fim de semana de abertura ao público, 19.865 visitantes.

A TVI24 deu-lhe a conhecer o museu por dentro, na véspera da inauguração, e o Jornal das 8 dessa quinta-feira foi nas novas instalações. 

As novas instalações, também na praça Afonso de Albuquerque, à semelhança do edifício original, na freguesia de Belém, em Lisboa, foram oficialmente inauguradas na passada sexta-feira, ao final da tarde, e abertas ao público no sábado, tendo as entradas durante o fim de semana sido gratuitas.

“Durante estes dois dias, foram realizadas cerca de 250 visitas guiadas, percorrendo o espaço que alberga uma coleção de referência, única no mundo, de viaturas de gala e de passeio, do século XVI até ao início do século XX, na sua maioria provenientes dos bens da Coroa ou propriedade da Casa Real portuguesa”, afirma a Direção-Geral do Património Cultural (DGPC), em comunicado.

“Este grande fluxo de público nos dois primeiros dias de abertura, para o qual foi preparado um programa especial, revela o excecional interesse pelo novo museu de Lisboa, ao mesmo tempo que se associa às celebrações dos 110 anos da sua fundação”, pela rainha D. Amélia.


Declarações do diretor-geral do Património Cultural, Nuno Vassallo e Silva que diz ainda que “para todos os funcionários do museu e da DGPC, esta grande adesão de visitantes reveste-se de especial significado, pelo reconhecimento de todo o trabalho realizado no último ano”.
 

Preços depois das borlas


A partir desta segunda-feira, as entradas no novo museu custam seis euros e passam a oito quando estiver concluído o projeto museográfico do edifício, segundo o gabinete do secretário de Estado da Cultura (SEC).

O antigo picadeiro, onde a coleção estava exposta desde a fundação, continuará aberto ao público, e as entradas vão custar quatro euros, menos dois que o praticado até agora.

Este edifício continuará a funcionar como parte integrante do novo museu, acolhendo algumas carruagens e viaturas de aparato do século XVIII, arreios e um núcleo dedicado à rainha D. Amélia, assim como uma galeria de retratos dos reis de Portugal.

O novo edifício foi projetado pelo arquiteto brasileiro Paulo Mendes da Rocha, Prémio Pritzker 2006, e atualmente expõe 78 viaturas, que se vão manter até à conclusão e aplicação do novo projeto museográfico.

Quanto ao bilhete conjunto para visitar os dois edifícios, até à aplicação integral do novo projeto museográfico, será de oito euros; com a conclusão deste projeto, passará a dez euros.

Composto por dois edifícios, com quatro pisos, duas salas de exposição permanente, uma sala de exposições temporárias, auditório, serviço educativo, as novas instalações possuem ainda um laboratório, oficinas, zonas técnicas e administrativas.

Ocupando 15.177 metros quadrados nos terrenos das antigas Oficinas Gerais do Exército, o projeto foi concebido em consórcio com os ateliês MMBB Arquitetos (Brasil), Bak Gordon Arquitetos e Nuno Sampaio Arquitetos (Portugal).

Adjudicado no Governo socialista e finalizado em 2012, o projeto de construção destinou-se à execução das contrapartidas do Casino Lisboa, num investimento de 39 milhões de euros.

Em 2014, o Museu Nacional dos Coches recebeu 206.887 visitantes, ficando em segundo lugar no top dos museus da DGPC mais visitados, que foi liderado pelo Museu Nacional de Arte Antiga, também em Lisboa.