partiu para o Nepal


“Começou tudo a tremer, o meu pensamento foi sair daquela situação onde me encontrava e desci para o rés-do-chão. Foi complicado descer porque tudo abanava, muito forte, e partes do prédio caíam. Encontrei a minha zona de segurança, onde permaneciam alguns dos clientes do hostel, e permanecemos lá durante uma hora até tudo acalmar”, descreveu Héli Camarinha, que chegou ao país no dia antes ao sismo que já fez quase quatro mil mortos.



“Apercebi-me de que alguns templos tinham sido completamente destruídos. Foi o choque. O Nepal é bastante movimentado e de repente as ruas estavam praticamente desertas, via-se pânico no rosto das pessoas que se dirigiam aos sítios onde tinha existido a destruição”, conta, lembrando que não havia eletricidade e que teve de partir para rua em busca de alguma comida.



“Apercebi-me nessa manhã o quão grave era a situação e senti vontade de simplesmente  poder contribuir para ajudar a população. Dirigi-me para o hospital mais próximo, no qual não estavam a precisar de ajuda de momento», explicou. «Mas indicaram-me o hospital principal, onde de facto existam vários casos. Aí, sim, precisavam da minha ajuda e dei o meu contributo durante essa manhã.” 

















“Os meus planos passam por permanecer pelo Nepal pelo menos por mais um mês, pois no meio do caos, encontrei as respostas que procurava. Hoje sou ainda mais 'rico' do que alguma vez já fui e por isso o meu obrigado”.