Portugal está disponível para acolher 30 dos migrantes que se encontram no navio humanitário Aquarius e em outras pequenas embarcações que estão a atracar em Malta, disse hoje à Lusa o ministro da Administração Interna.

Portugal, Espanha e França articularam-se e, tal como já tinham feito em casos anteriores, mostraram uma disponibilidade comum para acolhimento e Malta autorizou a atracagem do navio. Haverá uma operação semelhante à que foi feita há um mês com o Lifeline”, explicou Eduardo Cabrita.

A decisão foi conjugada entre os Governos dos três países e comunicada à Comissão Europeia, mas há outros países que ainda estão a ponderar participar na ajuda a estes migrantes.

Uma equipa do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) irá deslocar-se a Malta para avaliar os migrantes e garantir o acolhimento de 30 em Portugal, “o mais rapidamente possível, [já] nas próximas semanas”, disse o governante.

Apesar de Portugal se mostrar disponível para acolher migrantes, o Governo defende uma solução europeia integrada para responder ao desafio dos fluxos de migrantes que chegam à Europa através do Mediterrâneo.

Entendemos que deve haver uma posição estável de nível europeu envolvendo todos. Não podemos andar aqui de solução ‘ad hoc’ em solução ‘ad hoc’ sempre que um navio está à deriva no Mediterrâneo”, acrescentou o ministro, defendendo uma solução europeia integrada para responder ao desafio dos fluxos migratórios.

A maioria (73) dos 141 imigrantes a bordo do “Aquarius” são menores de idade e 70% são naturais da Somália e da Eritreia, mas também há cidadãos do Bangladesh, Camarões, Gana, Costa do Marfim, Nigéria, Marrocos e Egito.

O navio "Aquarius" é uma embarcação das organizações não-governamentais SOS Méditerranée e Médicos Sem Fronteiras (MSF).

As 30 pessoas que viajavam no navio humanitário “Lifeline” encontram-se em Portugal desde finais de julho, estando a decorrer os procedimentos para a vinda de mais 50 migrantes de duas embarcações que atracaram em Itália, também em julho.