Dois corpos foram recuperados, esta quinta-feira, do interior do arrastão naufragado na Figueira da Foz, anunciou a Polícia Marítima, acrescentando que as buscas estão a ser feitas por "palpação" face à "visibilidade completamente nula" dentro da embarcação.

"Aquilo que se pode confirmar, depois de uma operação muito complicada de remoção de destroços e de artes de pesca na envolvência da casa do lema do arrastão, é que se conseguiu entrar, a visibilidade é totalmente nula, mas já se conseguiu recuperar duas vítimas que estavam no interior", disse aos jornalistas Nuno Leitão, porta-voz da Autoridade Marítima.

Estão ainda desaparecidos dois pescadores. Os mergulhadores continuam as buscas dentro do arrastão..

Esta quinta-feira, uma equipa está a tentar proceder à reflutuação do arrastão de forma a possibilitar que os mergulhadores forenses da polícia marítima e da armada possam aceder ao interior da embarcação.

“A empresa foi contratualizada pelo armador já que é ele quem tem a responsabilidade de garantir o desimpedimento da barra. Em simultâneo, os mergulhadores vão tentar aceder ao interior da embarcação, que se encontra envolta em redes, e aceder em segurança para poder fazer uma vistoria e se existirem corpos lá dentro recuperá-los”.


O arrastão Olívia Ribau naufragou pouco depois das 19:00 de terça-feira à entrada do Porto da Figueira da Foz. Dois pescadores foram resgatados com vida. 

Na quarta-feira dezenas de pescadores e familiares das vítimas concentraram-se à porta da Capitania do Porto da Figueira da Foz exigindo explicações à Autoridade Marítima, recusando a versão das autoridades sobre a operação de socorro que se seguiu ao naufrágio e exigindo um pedido de desculpas e a colocação da bandeira nacional a meia haste em sinal de luto e respeito.