A Câmara de Gaia cedeu três habitações a vítimas de violência doméstica no âmbito de um protocolo com a UMAR – União de Mulheres Alternativa e Resposta que marca o início do projeto de criação de uma Casa Abrigo.

«Estas três casas valem por começarmos um trabalho com a UMAR, com os serviços sociais do município, com os serviços sociais da Gaiurb e também com a Segurança Social e instituições no terreno para alargarmos o âmbito desta resposta», disse à Lusa o presidente da câmara.

Eduardo Vítor Rodrigues frisou que a expectativa do município é «dar uma resposta ao problema e fazê-lo da forma socialmente mais inclusiva», sem descurar o «grande objetivo» da «criação de uma Casa Abrigo que permita enquadrar de uma forma mais forte» estas situações.

«Não perco de vista o objetivo de criar uma Casa Abrigo para as vítimas de violência doméstica», frisou o socialista segundo o qual está a ser debatido «se a casa será um edifício autónomo e exclusivo para esse fim ou se será um conjunto alargado de respostas distribuídas pelo território de forma não especificada para evitar a estigmatização».

Vítor Rodrigues quer para já alargar a oferta de casas disponíveis para acolher vítimas de violência doméstica, aguardando os «fundos comunitários que devem chegar no fim do março para a reabilitação de algumas casas, arrendadas ou adquiridas especificamente para este público».

«Este é um serviço muito importante, que deve ser replicado em outros municípios para ser dada uma resposta mais assertiva a este problema e chamar a atenção pública para este drama», sublinhou.

O acesso a estas casas «de transição» com todas as despesas de manutenção incluídas dirige-se, prioritariamente, a pessoas do concelho que, após a primeira sinalização pelos serviços locais, são encaminhadas para a UMAR, informa a autarquia em comunicado.