O Ministério Público do Distrito judicial de Lisboa registou perto de 2.300 casos de violência doméstica no primeiro trimestre deste ano, revela um estudo hoje divulgado.

Segundo um balanço da atividade do Ministério Público do Distrito judicial de Lisboa no primeiro trimestre, divulgado hoje, o número de inquéritos relacionados com violência doméstica no primeiro trimestre deste ano foi de 2.256.

Contudo, o MP refere ter havido uma diminuição de 7,5% deste tipo de crime em relação ao verificado no primeiro período de 2013.

Do total de inquéritos entrados no primeiro trimestre deste ano, 129 referem-se a crimes (que não de natureza sexual) contra crianças, que aumentou 53,5% e 159 a crimes contra a liberdade e autodeterminação sexual de menores.

No que respeita a crimes contra a liberdade e autodeterminação de menores, o MP registou um decréscimo de 19,6% em relação ao primeiro trimestre do ano passado.

No que respeita a crimes de violência relacionada com comunidade escolar foram registados 57 inquéritos, ainda que, segundo o MP, a violência relacionada com a comunidade escolar tenha decrescido 25,9% em relação ao mesmo período do ano passado, já que registou menos 20 casos.

Tendência inversa ocorreu com os inquéritos registados de violência contra idosos ¿ 45 ¿ e que, segundo o MP sofreu um aumento de 136,8%, já que no primeiro trimestre de 2014 se verificaram mais 26 casos que no mesmo período de 2013.

Há ainda a registar 3.125 inquéritos relativos a infrações rodoviárias, embora se tenha registado um decréscimo de 10% em relação a 2013.

No que respeita a crimes de droga, no primeiro trimestre deste ano registaram-se 908 inquéritos, um aumento de 23,3% face ao mesmo período do ano passado.

A mesma tendência que se verificou em relação a crimes de corrupção e afins.

Com 908 inquéritos entrados nos primeiros três meses deste ano, este tipo de crime sofreu um aumento de 6% em relação ao mesmo período do ano passado.

Os crimes contra os profissionais de saúde também aumentaram 171% em relação ao primeiro trimestre de 2013 assim como o crime relacionado com coação e resistência sobre funcionário, com uma subida de 10,9%.