O Ministério Público acusou 14 arguidos que pertenciam a um grupo criminoso que, entre novembro de 2013 e fevereiro de 2014, furtaram máquinas industriais e agrícolas em todo o país, indicou esta quarta-feira a Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa (PGDL).

Segundo a PGDL, os 14 arguidos são acusados dos crimes de associação criminosa, furtos qualificados, recetação e detenção de armas proibidas.

O MP considera que ficou indiciado que uma parte dos arguidos constituiu um grupo organizado com a finalidade de «obter elevados lucros criminosos através do furto de máquinas agrícolas e industriais», que as vendiam a terceiros após a alteração dos respetivos números de chassis e placas de identificação.

A PGDL, na sua página na internet, adianta que o grupo planificava as ações, tinha estrutura hierarquizada e atuava em todo o país com especial incidência, ultimamente, na região oeste e zona sul do Tejo.

Os arguidos possuíam armazéns na Malveira, Samora Correia, Vila Franca de Xira, Covilhã e Loures para guarda as máquinas furtadas, além de terem tratores e reboques para transportar o material furtado.

Os furtos das máquinas industriais e agrícolas, que tinham um valor total não inferior a 350 mil euros, ocorreram entre novembro de 2013 e fevereiro de 2014.

Sete dos 14 arguidos estão em prisão preventiva desde fevereiro de 2014, data em que foram realizadas as buscas e detenções com a apreensão de grande quantidade de instrumentos ou produtos dos crimes praticados, indica ainda a PGDL.