O Ministério Público (MP) informou ter requerido o julgamento em tribunal coletivo de dois arguidos residentes em Abrantes pela prática dos crimes de roubo qualificado e de sequestro.

Tal pedido, envolvendo um coletivo de juízes, decorre das circunstâncias e gravidade dos crimes praticados e que apontam para uma moldura penal aplicável superior a 5 anos de prisão.

Segundo os indícios recolhidos pelas autoridades, estes dois arguidos faziam parte de um grupo que se dedicava ao assalto de carrinhas de transporte de tabaco em várias localidades do país.

De acordo com a investigação do MP, as rotas da distribuição do tabaco feita pelas carrinhas eram vigiadas pelos arguidos, que aguardavam pelo momento oportuno para consumarem o assalto.

«Os arguidos agiam com enorme perigosidade, praticavam os assaltos de cara tapada, e tapavam igualmente a cabeça dos ofendidos a fim de evitar serem reconhecidos e alcançarem a impunidade», pode ler-se.

Em maio deste ano, ocasião em que foram detidos, os arguidos perseguiram uma carrinha de distribuição de tabaco até à localidade de Atouguia, Ourém, onde, aproveitando a paragem da carrinha, se introduziram no seu interior.

Enquanto um dos arguidos mantinham sequestrado o motorista, os restantes indivíduos subtraíram os volumes de tabaco e dinheiro transportados, com os valores na ordem dos 10 mil euros.

Na ocasião, os arguidos foram seguidos pela GNR que acabaram por deter dois deles no interior do bairro de São Macário, em Abrantes, tendo sido apreendido o produto do roubo.

Os dois arguidos encontram-se em regime de prisão preventiva desde essa data. A investigação foi dirigida pelo DIAP de Lisboa e executada pela GNR.