O último balanço da Direção-Geral de Saúde sobre o surto de legionella dá conta de 302 casos até às 15 horas esta quarta-feira, e cinco mortes confirmadas, sendo que há outras quatro em investigação. Ou seja, poderão ser já nove as vítimas, mais duas do que reportava o último balanço.

«Em termos acumulados, verificaram-se, até agora, 302 casos. 291 na Região de Lisboa e  Vale do Tejo, 3 na Região Norte, 4 na Região Centro, 2 na Região do Algarve e 2 no estrangeiro. Ocorreram, até ao momento, 5 óbitos confirmadamente por Doença dos Legionários, estando outros 4 óbitos em investigação», lê-se no comunicado publicado no site da DGS.

Entretanto, o Centro Hospitalar do Algarve, especificou que há um caso identificado e relacionado com o surto, de um doente que esteve na Unidade de Cuidados Intensivos, mas que «já se encontra no internamento em convalescença» no hospital de Faro e está «clinicamente estável». Existe «um outro caso em investigação epidemiológica em Portimão, anterior ao surto» de Vila Franca de Xira.

Legionella: o ponto da situação

Desde terça-feira, surgiram 24 novos casos com ligação ao surto de Vila Franca de Xira. «A taxa de letalidade estimada é de 1,7%. Este valor poderá alterar-se caso se venham a confirmar mais óbitos», adverte ainda.

A DGS adianta, igualmente, que «os inquéritos epidemiológicos continuam a decorrer, mas toda a evidência sugere que o surto está circunscrito às freguesias de Póvoa de Santa Iria, Forte da Casa e Vialonga,em Vila Franca de Xira, zonas às quais se ligam todos os casos identificados».

As autoridades de saúde aproveitam para tranquilizar a população que não vive nas zonas afetadas: «Não há indícios de extensão do risco de doença para lá da zona já delimitada».

As investigações continuam a decorrer para determinar a fonte de contaminação.

Este é já o maior surto de legionella em todo o mundo, segundo mostram os dados do Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC, na sigla inglesa). Em primeiro lugar, nas estatísticas, está o caso de Barrow, no Reino Unido, que atingiu 494 pessoas em 2002, tendo como foco um sistema de ar condicionado. Depois, surge o surto ocorrido em Múrcia, Espanha, em 2001, que registou 449 casos, com a fonte de contaminação a ser uma torre de refrigeração de um hospital.