A ministra das Administração Interna anunciou esta segunda-feira que foram identificados 24 corpos. Contudo, Constança Urbano de Sousa ressalvou que "esta informação já estará desatualizada neste momento".  O número de mortos decorrentes do incêndio do Pedrógão Grande subiu, entretanto, para 63, como anunciou o presidente da Liga de Bombeiros. De acordo com Jaime Marta Soares, a 63ª vítima mortal é um bombeiro de Castanheira de Pêra que se encontrava internado em Coimbra em estado grave.

O trabalho de identificação está a ser muito acelerado. Há vítimas em que é mais fácil, noutros casos exigem procedimentos complementares", vincou a ministra Constança Urbano de Sousa.

 

Já depois destas declarações, Constança Urbano de Sousa voltou a falar aos jornalistas a meio da tarde, altura em que confirmou a morte do bombeiro de Castanheira de Pêra e sublinhou que se trata de um "jovem de 30 anos".

Na primeira intervenção, a ministra tinha dado a indicação de que não havia, até ao momento vítimas estrangeiras entre as pessoas que perderam a vida na tragédia, mas surgiu entretanto a notícia de que um cidadão francês está entre as vítimas mortais. A informação foi avançada, em comunicado, pelo Ministério francês dos Negócios Estrangeiros.

"É com profunda emoção que soubemos do pesado balanço dos incêndios", lê-se na nota divulgada na página internet do ministério.

Um dos nossos compatriotas morreu nesses incêndios. O centro de crise em Paris e a nossa embaixada em Lisboa estão mobilizados para dar todo o apoio necessário aos familiares, a quem manifestamos total solidariedade", acrescenta o texto, que reitera a disposição de Paris para dar “todo o apoio” a Portugal.

O comunicado não identifica a vítima.

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Ainda sobre o trabalho de identificação das vítimas, o comandante operacional Elísio Oliveira, tinha dito anteriormente aos jornalistas que "o trabalho é demorado". "Vamos verificar como vai evoluir a situação ao longo da tarde. É uma situação complexa, todos os operacionais no terreno estão a dar o seu melhor".

Desde o início da manhã que o combate está a evoluir favoravelmente, mas a situação ainda é "preocupante". Há incêndios em operações de rescaldo, noutros casos há ainda frentes ativas. Há casos em que é "impossível os meios terrestres entrarem", reconheceu. 

Durante a manhã, alguns aviões não conseguiram operar. A situação é ligeiramente diferente neste início de tarde. "Já conseguimos que alguns meios aéreos entrem no teatro de operações para trabalhar". Porém, há um "efeito tampão provocado pela pressão". O problema é que o fumo não sobe e sente-se "um efeito de estufa" que, segundo o comandante operacional, "não garante condições necessárias" para que todos os meios aéreos estejam a voar nesta altura.

O fogo que começou no Pedrógão Grande, no sábado, já alastrou para os distritos vizinhos de Castelo Branco e Coimbra. 

Linha direta da Proteção Civil

Entretanto, Elísio Oliveira anunciou a criação de uma linha direta da Proteção Civil. O número é 800 246 246.

Os cidadãos podem contactar a linha para obter informações sobre as vítimas, estradas cortadas e tudo aquilo que for relevante saber neste momento.

Pelas 13:30, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, voltou ao local. À TVI, disse que está a ser informado sobre os últimos desenvolvimentos e que mais tarde falará à imprensa.