O homem detido no domingo por suspeita de ter matado um taxista, encontrado na bagageira da sua viatura, em Valongo, ficou esta segunda-feira em prisão preventiva, disse à agência Lusa fonte da Polícia Judiciária (PJ).

Segundo a fonte da PJ, o suspeito, de 34 anos, ficou sujeito à medida de coação mais gravosa, depois de presente hoje a primeiro interrogatório judicial por um juiz de instrução criminal no Tribunal de Cascais, uma vez que o crime terá sido cometido no concelho de Oeiras.

O homem, que foi levado para o estabelecimento prisional anexo à PJ, em Lisboa, está indiciado pelos crimes de homicídio qualificado, roubo, falsificação e ocultação de cadáver.

A investigação acredita que o detido terá esfaqueado mortalmente o taxista, com cerca de 60 anos, tendo depois colocado o corpo na bagageira do táxi da vítima e conduzido a viatura até ao norte do país, onde acabaria detido no parque de estacionamento de um supermercado, em Valongo.

No domingo, fonte da PSP contou à Lusa que a vítima apresentava "sinais de esfaqueamento", acrescentando que o cadáver foi encontrado nessa manhã por aquela força policial na bagageira do carro conduzido pelo detido, de 34 anos.

A PSP indicou na ocasião que tanto o morto como o detido eram de Lisboa e que o homicídio não teria acontecido no momento nem no local onde o corpo foi encontrado, no concelho de Valongo, distrito do Porto.

"O detido, de 34 anos, foi intercetado pela PSP na sequência de um furto. Havia indicações de que, antes, já teria feito outro furto noutra loja. Quando a polícia se deslocou ao carro para ver se encontrava a mercadoria furtada, sentiu o mau cheiro. No interior da mala foi encontrado um cadáver", descreveu no domingo a mesma fonte da PSP.

Nesse dia, fonte dos Bombeiros de Valongo explicou à Lusa que a corporação foi chamada a um hipermercado da freguesia de Campo devido a "uma agressão", tendo acabado por se deparar com um "cadáver na mala de um carro" ali estacionado.