O surto de legionella no Hospital São Francisco Xavier, Lisboa, provocou mais um morto, elevando para seis o número de vítimas mortais, segundo um comunicado da Direção-geral da Saúde (DGS).

Numa nota datada de dia 3 de dezembro, a diretora-geral da Saúde lamenta a morte de um homem de 87 anos que estava internado no hospital Egas Moniz e que é a sexta vítima mortal do surto de ‘legionella’ no Hospital São Francisco Xavier.

Segundo o comunicado da DGS, o doente tinha várias doenças associadas e estava internado desde o dia 7 de novembro, “estando em curso as diligências necessárias no sentido de esclarecer a causa do óbito”.

No âmbito do surto de legionella no São Francisco Xavier foram confirmados 56 casos de infeção, sendo que seis doentes acabaram por morrer. Há ainda outros cinco casos de infeção ainda em investigação epidemiológica e laboratorial.

Segundo a DGS, permanecem internados três doentes em enfermaria e dois em cuidados intensivos.

O surto de ‘legionella’ foi dado como terminado no dia 27 de novembro. O surto foi detetado no dia 3 de novembro.

A bactéria ‘legionella’ é responsável pela doença dos legionários, uma forma de pneumonia grave que se inicia habitualmente com tosse seca, febre, arrepios, dor de cabeça, dores musculares e dificuldade respiratória, podendo também surgir dor abdominal e diarreia. A incubação da doença tem um período de cinco a seis dias depois da infeção, podendo ir até 10 dias.

A infeção pode ser contraída por via aérea (respiratória), através da inalação de gotículas de água ou por aspiração de água contaminada. Apesar de grave, a infeção tem tratamento efetivo.