O galerista Luís Serpa, 65 anos, cuja galeria em nome próprio celebrou 30 anos de atividade no ano passado, faleceu esta quinta-feira, em Lisboa, disse à agência Lusa fonte da Associação Portuguesa de Galerias de Arte.

Luís Serpa, que se encontrava internado no Hospital de São José, faleceu às 09:00 da manhã desta quinta-feira, e o corpo ficará em câmara ardente a partir das 17:00 de sexta-feira, na Igreja de São João de Deus, na Praça de Londres, em Lisboa.

De acordo com fonte da Galeria Luís Serpa, o funeral está marcado para sábado, com uma missa à 11:00, e cremação no Cemitério do Alto de São João.

A Galeria Luís Serpa, em Lisboa, foi inaugurada há 31 anos, logo a seguir à exposição «Depois do Modernismo», abrindo o caminho para a afirmação internacional de vários artistas portugueses.

O espaço liderado por Luís Serpa começou com o nome Galeria Cómicos/Luís Serpa Projetos, e despertou interesse no meio artístico por conjugar disciplinas distintas, como pintura, escultura, desenho, instalação, fotografia, vídeo, design e arquitetura.

Ao longo de mais de três décadas de atividade, Luís Serpa, com formação em design e museologia, apresentou 225 exposições na galeria e produziu, em colaboração com O Museu Temporário, um projeto de engenharia cultural. Em cooperação com diversos Centros Culturais e Museus, realizou ainda 35 exposições individuais e temáticas.

Nascido em Lisboa, o galerista Luís Filipe Martins Serpa foi gestor de projetos culturais e planeamento estratégico em diversas instituições e empresas, em programas de arte contemporânea e indústrias criativas.

Desde o início, a Galeria Luís Serpa promoveu a internacionalização de artistas portugueses e espanhóis como Jorge Molder, Julião Sarmento, Pedro Cabrita Reis, Cristina Iglesias, Juan Muñoz, José María Sicília e Ferran Garcia Sevilla.

Através das exposições e projetos multidisciplinares, a Galeria Luís Serpa deu também a conhecer em Portugal artistas estrangeiros como Leiko Ikemura, Joseph Kosuth, Gerhard Merz, Michelangelo Pistoletto, Gilberto Zorio, Hamish Fulton, Robert Wilson.

O galerista comissariou e coordenou várias exposições em museus, além de «Depois do Modernismo» (1983), também «Je est un autre» (1990), «Múltiplas Dimensões» (1994) e «ZOOM!Arte na Índia Contemporânea» (2004), entre outras.

«Toyze Red Label - Conversas à volta da mesa» e «Olho por olho, mente por mente», com António Cerveira Pinto, estão entre os últimos projetos lançados pela Galeria, entre 2013 e 2014.