A escritora e crítica literária Dóris Graça Dias, de 51 anos, morreu no domingo em Lisboa, disse esta terça-feira à agência Lusa fonte da família.

Como escritora publicou «As casas», com que venceu o Prémio Inasset Inapa de Revelação em 1989 e o Prémio Máxima de Revelação em 1991, e «Biblos - os livros».

Nascida em 1963, em Moçambique, Dóris Graça Dias era licenciada em Estudos Portugueses pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, lecionou na Universidade Autónoma de Lisboa e dedicou-se ao jornalismo, à tradução e à crítica literária.

Traduziu para português obras do dramaturgo uruguaio Alvaro García de Zúñiga, falecido no passado mês de abril, nomeadamente «Teatro Impossível», produzida pelo ACARTE/Fundação Calouste Gulbenkian, e «O Teatro é puro Cinema», produzida pelo Teatro Nacional de D. Maria II.

O irmão da escritora, Manuel Graça Dias, lamentou a morte da irmã no Facebook, divulgando um trecho do seu livro «As Casas» e algumas fotografias da escritora.