A atividade gripal baixou, na semana passada, para níveis que indiciam o fim provável do período epidémico, apesar de a mortalidade continuar acima do esperado, revela esta quinta-feira o Boletim de Vigilância Epidemiológica da Gripe.

De acordo com o relatório, divulgado semanalmente, à quinta-feira, pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, na semana de 23 de fevereiro a 01 de março, a taxa de incidência da síndrome gripal caiu dos 44 casos por cada cem mil habitantes, da semana precedente, para 27,8 casos.

O documento assinala que a taxa de incidência gripal registada indicia «o fim provável do período epidémico».

Na semana passada, foram admitidos seis novos doentes com gripe em 23 unidades de cuidados intensivos hospitalares da rede de vigilância epidemiológica, sendo que cinco apresentavam uma doença crónica associada e nenhum estava vacinado contra a gripe.

O boletim adianta que, desde o início da época de vigilância, deram entrada nos hospitais da rede 84 doentes com gripe, a maioria com o vírus B e com doença crónica subjacente. Catorze pacientes morreram.

A mortalidade por «todas as causas» continua acima do esperado, «tal como observado em épocas anteriores», mas «retomou-se a tendência decrescente, aproximando-se dos valores esperados».

O excesso de óbitos voltou a ser observado entre idosos, com 75 ou mais anos, nas regiões do Norte e Centro, «podendo estar associado ao frio extremo, ao aumento da incidência das infeções respiratórias agudas e à atividade gripal».

O Sistema Nacional de Vigilância da Gripe foi ativado em outubro de 2014 e funciona até maio de 2015.