As mortes por cancro aumentaram 0,6% em Portugal, sendo a segunda causa de morte em 2013, de acordo com o último relatório do Instituto Nacional de Estatística, divulgado nesta terça-feira. A primeira são as doenças do aparelho circulatório, nomeadamente os acidentes vasculares cerebrais (AVC).

Os tumores malignos da traqueia, brônquios e pulmão subiram 9,1% relativamente a 2012, com 4.010 mortes registadas. Seguem-se os cancros do cólon, reto e ânus, com 3.838 óbitos; estômago com 2.266; próstata com 1.717; mama com 1.659; pâncreas com 1.376; fígado e vias biliares com 1.037. Menos mortais são os tumores da bexiga (924 óbitos), leucemia (853), ovário (382), pele (243) e colo do útero (205).

No total, 25.920 pessoas morreram de cancro em 2013, o que corresponde a 24,3% da mortalidade no país, mais 162 mortes que no ano anterior.
 
O conjunto de doenças acima referido vitimou mais homens (59,7%) do que mulheres (40,3%), com a idade média do óbito a situar-se nos 71,6 anos para os homens e 73,7 anos para as mulheres.
 
Apesar de as mortes por cancro terem aumentado em Portugal, há menos óbitos a assinalar no total das causas de morte no país. 

Em 2013, registaram-se 106.876 óbitos no país, menos 1.093 pessoas que em 2012. As mortes por doença representaram 96% das causas, sendo a restante percentagem referente a causas externas de lesão e envenenamento, como acidentes e sequelas (1,9%) e suicídios (1,0%).

 

Os suicídios foram responsáveis por 1.053 mortes em Portugal no ano em análise, menos 23 face ao ano anterior. A grande maioria das pessoas que acabaram com a própria vida eram homens, com uma média de idade próxima dos 60 anos
 

AVC continua a matar

As doenças do aparelho circulatório, nomeadamente os acidentes vasculares cerebrais (AVC), continuam a ser a principal causa de morte em Portugal, apesar de terem diminuído relativamente a 2012. Ou seja, menos 1.331 óbitos, num total de 31.528.
 
Ao contrário do que sucede com o cancro, no conjunto de óbitos provocados por este grupo de causas (doenças cerebrovasculares ou AVC, doença isquémica do coração e enfarte agudo do miocárdio) as mulheres são as mais atingidas, com 55,7% dos óbitos por comparação com os 44,3% referentes aos homens.
 
Ainda assim, os homens são atingidos mais cedo por estas doenças, com uma idade média de morte de 78,5 anos, enquanto a média das mulheres é de 83,5 anos.

Resumindo, verificaram-se 12.273 mortes por AVC (menos 1,1%), 6.936 por doença isquémica e 4.568 de enfarte.

Doenças respiratórias e diabetes

As mortes causadas por doenças do aparelho respiratório estiveram na origem de 12.627 óbitos, menos 1.281 que em 2012.
 
Estas mortes atingiram ligeiramente mais homens (52%) que mulheres (48%) e uma idade média de óbito de 81,1 anos e 84,3 anos, respetivamente.

A pneumonia, com 5.935 óbitos, representa 47% das causas de morte por doença respiratória. Devido a asma ou estado de mal asmático há a registar 1% de óbitos.

No que respeita às doenças endócrinas, nutricionais e metabólicas, a diabetes, com 4.548 óbitos dos 5.775 registados neste grupo, foi a principal causa de morte, ainda que se verifique uma redução de 6,7% relativamente a 2012.