O Ministério Público decidiu abrir um inquérito para esclarecer as circunstâncias em que morreu a aluna de 11 anos de uma escola de Monte Abraão, Sintra, após desmaiar no estabelecimento de ensino, confirmou fonte oficial da Procuradoria-Geral da República (PGR) à agência Lusa.

Segundo a mesma fonte da PGR, "confirma-se a instauração de um inquérito, no passado dia 29 de janeiro, para averiguar as circunstâncias em que ocorreu a morte" de uma aluna de 11 anos, da Escola Básica 2,3 D. Pedro IV, do agrupamento de escolas Miguel Torga, em Monte Abraão.

A estudante da escola de Monte Abraão morreu ao final da tarde de quinta-feira, no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, onde deu entrada após ter sido encontrada inconsciente no estabelecimento de ensino no início da semana.

Na sexta-feira à noite, a direção clínica dos Centros Hospitalares de Lisboa Norte (CHLN) revelou que a estudante sofreu uma paragem cardíaca que evoluiu para morte cerebral e que " não havia qualquer sinal de trauma, nem foi esta a causa de morte".

A direção clínica dos CHLN explicou que a aluna "foi vítima de paragem cardíaca na sua escola" e a situação "evoluiu para morte cerebral devido ao tempo prolongado de paragem cardíaca".

No mesmo comunicado, a direção clínica do centro hospitalar informou que "foi pedida autópsia médico-legal para melhor esclarecimento da causa de morte".

A direção da escola esclareceu, em comunicado, que a aluna morreu "na sequência de um acontecimento repentino ocorrido na escola, durante o primeiro intervalo da tarde de segunda-feira".

O Ministério da Educação informou que a aluna teve assistência médica ainda na escola e foi transportada de urgência para o Hospital de Santa Maria, onde permaneceu em coma na unidade de cuidados intensivos.

Uma nota do gabinete do ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, lamentou a morte da aluna do sexto ano, acrescentando que "a turma e a família estão a ser acompanhadas pelos órgãos da escola", incluindo a psicóloga do agrupamento.

O gabinete de comunicação do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) disse à Lusa que o Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) recebeu, às 15:09, um pedido de socorro para uma aluna que tinha desmaiado.

A pessoa que ligou através do 112 "não se encontrava junto da vítima", mas informou que a estudante deitava "sangue pela boca".

A operadora conseguiu posteriormente confirmar que a estudante "estava em paragem cardiorrespiratória, sendo iniciadas manobras de suporte básico de vida" por um funcionário da escola, informou o INEM.

A partir da triagem clínica efetuada, foram acionadas para o local, às 15:14, uma ambulância de socorro dos Bombeiros Voluntários de Queluz e, às 15:15, a viatura médica de emergência e reanimação (VMER) do Hospital S. Francisco Xavier.

Segundo o INEM, a tripulação da VMER informou às 15:50 o CODU de que, à sua chegada, os bombeiros de Queluz "encontravam-se a realizar manobras de reanimação, tendo iniciado manobras de suporte avançado de vida, que permitiram reverter a situação de paragem cardiorrespiratória".

Após ser "entubada e ventilada", a jovem foi transportada para o Hospital de Santa Maria.