Os bispos portugueses lembraram esta sexta-feira Nelson Mandela como um construtor de concórdia e unidade do seu povo e como uma figura que encoraja a lutar pela justiça e pela paz.

«Nelson Mandela foi um construtor de concórdia e unidade do seu povo, estabelecendo pontes de diálogo e colaboração entre brancos e negros, colonizadores e colonizados», disse, num comentário escrito enviado à agência Lusa, o porta-voz da Conferência Episcopal Portuguesa, Manuel Morujão.

Os bispos portugueses classificam ainda o primeiro Presidente negro da África do Sul como uma «voz profética que fez estremecer e cair os muros da segregação racial, das injustiças entre pessoas».

«Uma figura exemplar que encarnou os valores da dignidade de toda a pessoa humana, livre de escravidões e segregações, valores pelos quais lutou com valentia», refere ainda o comentário da Conferência Episcopal à morte do antigo Presidente sul-africano.

Para os bispos, apesar da morte de Mandela, fica «o brilho de uma vida exemplar que encarnou os valores da liberdade, da concórdia e da paz».

A morte de Nelson Mandela, aos 95 anos, foi anunciada na quinta-feira à noite pelo Presidente da República da África do Sul, Jacob Zuma, motivando de imediato uma série de reações de pesar provenientes de diversas personalidades e instituições de vários setores de todo o mundo.

«A nossa nação perdeu o maior dos seus filhos», disse o presidente sul-africano anunciando que a bandeira sul-africana vai estar a meia-haste a partir de sexta-feira e até ao funeral, que será de Estado, e cuja data ainda não é conhecida.

Mandela foi o primeiro Presidente negro da África do Sul, entre 1994 e 1999.