O coordenador operacional municipal de Melgaço, Luís Matos disse à agência Lusa que, por precaução, foi decidida a evacuação do lugar de Lobiô Roussas devido ao incêndio que deflagrou na manhã em zona de mato.

O incêndio deflagrou cerca das 11:28 no lugar de Cavaleiro Alvo, freguesia e São Paio e foi potenciado pelas altas temperaturas e vento forte que se fazem sentir para a aldeia vizinha de Lobiô Roussas", sublinhou o operacional.

Segundo o 'site' da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), pelas 15:41, o incêndio, que deflagrou às 11:28, no concelho de Melgaço, no distrito de Viana do Castelo, mobilizava 21 operacionais, oito viaturas dos bombeiros voluntários e sapadores florestais locais.

Também no distrito de Viana do Castelo, o presidente da Câmara de Valença disse à Lusa que o incêndio na freguesia de Ganfei "está a tomar proporções alarmantes e a ser combatido apenas por 'prata da casa'".

O fogo lavra no Monte de Faro, em Ganfei, as chamas dirigem-se agora para Sanfins. Está a tomar proporções alarmantes devido às altas temperaturas (35 graus 'celsius') e o vento forte de sul. Esta a ser difícil controlar. No terreno está apenas a 'prata da casa', os bombeiros voluntários e os sapadores florestais de Valença. Não há meios aéreos", afirmou Jorge Mendes.

O incêndio deflagrou às 13:21 deste domingo. O autarca disse "que os meios aéreos estão empenhados no incêndio em Monção por se tratar de um caso mais grave mas que a situação em Valença é imprevisível", disse.

Estamos a lutar com os nossos bombeiros e sapadores, sem mais ninguém", frisou, adiantando que o fogo lavra "em zona de mato, sobretudo em terrenos baldios, da Europac e da Câmara Municipal que se encontravam limpos", adiantou.

Segundo o ‘site' da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), pelas 15:05, o incêndio, que deflagrou às 13:28, no concelho de Valença, no distrito de Viana do Castelo, mobilizava 20 operacionais e seis viaturas.

Lar evacuado em Monção

Em Monção, também no distrito de Viana do Castelo, cerca de 50 idosos de um lar em Barbeita, Monção, começaram a ser evacuados para o pavilhão da escola EB 2/3 devido ao incêndio que lavra, desde sábado, naquele concelho do Alto Minho, disse a vice-presidente da Câmara local.

Os idosos estão a ser transportados por viaturas da Cruz Vermelha, do centro paroquial e social de Barbeita e temos funcionários da Câmara Municipal a fazer o acompanhamento e orientação", disse Conceição Soares.

Segundo aquela responsável tratou-se de "uma medida de precaução devido ao incêndio incontrolável que atinge seis freguesias do concelho".

Temos meios aéreos a ajudar os homens no terreno mas o fogo está muito complicado", afirmou apontando como principais dificuldades no combate ao fogo o vento forte e as altas temperaturas que se fazem sentir.

A responsável adiantou que "há quatro bombeiros feridos, sem gravidade".

São ferimentos ligeiros provocados por queimaduras ligeiras, inflamações oculares, e exaustão", referiu, dizendo "ser impossível, nesta fase, saber quantas casas arderam".

Ativado Plano de Emergência

Cerca das 13:30, a autarquia de Monção ativou o Plano de Emergência Municipal devido ao incêndio que está a arder “com muita intensidade” daquele concelho do distrito de Viana do Castelo, avançou a Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC).

Patrícia Gaspar, adjunta do comando nacional da ANPC, disse à agência Lusa que este fogo, que começou às 20:21 de sábado na localidade de Merufe, está “muito complicado” e “muito ativo”.

Segundo Patrícia Gaspar, a localidade de Bela é a que apresenta “maior risco”, estando a ser retiradas as pessoas mais expostas ao incêndio, mas ainda não foi evacuada esta aldeia.

Também estão a ser retiradas pessoas que moram no lugar do Cabo, próximo da povoação de Babita.

A ANPC dá conta de que este incêndio de Monção está ser combatido por 180 operacionais e 57 veículos, apoiados por dois meios aéreos, tendo já sido acionados dois grupos de reforço de Setúbal e de Lisboa.

Patrícia Gaspar disse ainda à Lusa que quatro bombeiros que estavam a combater este fogo sofreram ferimentos ligeiros, três deles por inalação de fumo e um por queda.

A Estrada Municipal entre Longos Vales e Merufe está cortada, de acordo com a Proteção Civil.

Estradas cortadas

Pelo menos sete estradas nacionais e municipais do norte e centro do país foram cortadas após as 14:30 devido a incêndios, segundo disse fonte da GNR à agência Lusa.

De acordo com a mesma fonte, em Viana do Castelo, entre Troviscoso e Bela, no concelho de Monção, está cortada totalmente por um incêndio a Estrada Nacional (EN) 202.

No distrito do Porto está cortada a EN 207 na Grela, no concelho de Santo Tirso, e em Braga está cortada a EN 103 em Santa Lucrécia de Algeriz.

A EN 17 estava cortada em Póvoa das Quartas, no concelho de Oliveira do Hospital, no distrito de Coimbra.

Ainda a EN 17 foi também cortada em Folhadosa, no concelho de Seia e distrito da Guarda, devido a outro incêndio.

Na Lousã, no distrito de Coimbra, estão cortadas por incêndios a Estrada Municipal (EM) 552 em Póvoa de Serpins e a EM 1232 em Prilhão.

No distrito de Castelo Branco estava cortada totalmente por incêndio na zona do Maxial a EN 238.

As alternativas aos cortes de trânsito estão sinalizadas no local pelas forças de segurança no local.

Evacuações na Sertã

Um incêndio que deflagrou às 12:02 na freguesia de Ermida e Figueiredo, concelho da Sertã, distrito de Castelo Branco, já obrigou à retirada de algumas pessoas de aldeias, segundo disse o presidente da Câmara Municipal à agência Lusa.

De acordo com o autarca José Farinha Nunes, o fogo “ganhou grandes proporções” e “propaga-se a grande velocidade”.

A situação é má. Já retirámos algumas pessoas de aldeias, para o lar e para o centro de saúde, mas a velocidade é tal, que em breve podem voltar às suas casas”.

Às 15:00, este fogo estava a obrigar à intervenção de dois meios aéreos e 211 operacionais, anuncia a Proteção Civil.

De acordo com a página na internet da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), estão igualmente envolvidos 56 meios terrestres.

Não está a ser possível controlar este fogo. A velocidade é muito grande, porque está muito vento”, disse o autarca.

Mão humana em Seia

O presidente da Câmara de Seia, Carlos Filipe Camelo assumiu que a intervenção humana terá estado na causa do incêndio que deflagrou de madrugada no Sabugueiro, naquele concelho.

Sem certezas, o autarca, contudo, disse que um incêndio que começa às 6:00 não acontece por “obra e graça do Espírito Santo”.

Mas não o posso afirmar perentoriamente (existência de crime)”, disse Carlos Filipe Camelo à agência Lusa.

Mais de 400 bombeiros combatem dois incêndios florestais que começaram no concelho de Seia, no distrito da Guarda, e que entretanto alastram aos concelhos vizinhos de Gouveia (o que começou no Sabugueiro) e Oliveira do Hospital (o que teve início em Sandomil).

A Estrada Nacional 17, vulgarmente conhecida por estrada da Beira, está cortada ao trânsito na zona de Seia na sequência de um dos dois incêndios que atingem aquela região, disse fonte da GNR.

De acordo com a mesma fonte, o impedimento regista-se entre Torroselo e Póvoa das Quartas, na fronteira entre os distritos da Guarda e de Coimbra, a propósito do fogo de Sandomil.

Este incêndio, que teve origem em Sandomil, Seia, pouco depois das 10:00, já chegou ao concelho vizinho de Oliveira do Hospital, distrito de Coimbra, disse à agência Lusa o presidente da Câmara de Seia.

Este fogo está a ser combatido por 116 bombeiros e 34 meios terrestres, anuncia a página na internet da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC).

Um outro incêndio, que começou de madrugada na aldeia do Sabugueiro, também no concelho de Seia, movimenta praticamente 300 bombeiros, noventa meios terrestres e um meio aéreo, de acordo com a mesma fonte, consultada pela Lusa às 14:45.

Fábrica histórica arde na Lousã

A antiga Fábrica de Papel do Boque, em Serpins, classificada como imóvel de interesse municipal, foi destruída este domingo pelo incêndio que lavra na zona, referiu à agência Lusa um vereador da Câmara da Lousã.

Tenho ideia que ardeu”, disse Ricardo Fernandes, que detém os pelouros dos Bombeiros, Proteção Civil, Segurança, Floresta e Desenvolvimento Rural, cuja informação foi confirmada à agência Lusa por testemunhas no local.

José Luís Santos, professor de História, afirmou que o fogo “destruiu por completo as instalações” fabris, que estão desativadas há cerca de 30 anos e foram classificadas, em 1992, como imóvel de valor concelhio, depois convertido em interesse municipal, através de um novo diploma, publicado em 2001.

Segundo José Luís Santos, que é também fotógrafo e estudioso de assuntos locais, verificava-se às 15:15 “uma situação caótica” devido ao fogo na freguesia de Serpins, com as labaredas a rondarem “matagais muito próximos” da estação ferroviária onde termina o Ramal da Lousã, encerrado há oito anos para obras.

A Fábrica do Boque ardeu. Ardeu tudo”, testemunhou por sua vez o reformado António José Ferreira, que reside em Serpins, lamentando a perda deste património cultural da freguesia.