Polícias e militares vão enviar ao primeiro-ministro uma moção para exigir o descongelamento de carreiras e a contagem do tempo em que estiveram congeladas, entre 2011 e 2017, decidiram as associações representativas destes profissionais, nesta quinta-feira.

A Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP), a Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR), a Associação Nacional de Sargentos (ANS), a Associação de Oficiais das Forças Armadas (AOFA) e a Associação de Praças (AP) estiveram hoje reunidas e decidiram realizar, a 20 de fevereiro, em Lisboa, um encontro nacional de elementos das forças de segurança e forças armadas para aprovar a moção que será nesse dia entregue ao primeiro-ministro, António Costa.

O presidente da ASPP, Paulo Rodrigues, disse à agência Lusa que, passados dois meses desde que polícias e militares pediram uma reunião ao primeiro-ministro sobre o desbloqueamento das carreiras, previstos no Orçamento do Estado para 2018, ainda não tiveram qualquer indicação sobre o que vai acontecer.

Paulo Rodrigues adiantou que, na altura, o primeiro-ministro remeteu a questão para os respetivos ministérios, que ainda não marcaram qualquer encontro, além de que o desbloqueamento dos escalões “não foi processado em janeiro e o mesmo sucederá em fevereiro”.

Segundo o presidente do sindicato mais representativo da PSP, é necessário existirem negociações para que o descongelamento das carreiras seja atualizado.

Queremos fazer a negociação o mais rapidamente possível”, disse, sustentando que “o Governo está a desvalorizar a situação e a protelar no tempo” a sua resolução.

Por isso, os polícias e militares vão pedir na moção que António Costa “obrigue os ministérios a desbloquear a situação".